quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Existem judeus negros ?
Homenagem ao "Dia Nacional da Consciência Negra" (20 de novembro).
Texto de More Ventura, professor de História Judaica e
membro do Fórum Interreligioso do Estado de São Paulo
Os tambores da guerra soavam no Oriente Médio. O Iraque de Saddam Hussein invadira o Kuwait. O ano era mil novecentos e noventa e um. Saddam dizia ter sido instruído pelo anjo Gabriel a lançar mísseis contra Israel. George Bush Pai, costurava uma coalizão com diversos países Árabes, que condicionavam sua participação na luta contra o Iraque a não participação de Israel na guerra. Na Russia, a Glasnost, política de flexibilização do governo soviético, trazia em seu bojo a tão sonhada liberdade para um milhão de judeus soviéticos desejosos de migrar para a terra santa, que mesmo sob o ritmo dos tambores bélicos, recebia os novos cidadãos de braços abertos. América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia. Para fechar a conexão internacional só faltava a América Latina. Então chegamos ao nosso destino: Jundiaí, São Paulo, Brasil. Ali estava eu no sitio Fortuna, de propriedade de meu tio avô Luiz, sentado numa poltrona carcomida pelo tempo e pelas traças, assistindo a velha televisão, quando chegou a terrível notícia, num flash da finada TV Manchete: -“Urgente! Vários mísseis provenientes do Iraque cairam em Israel. Os Hospitais estão lotados e há centenas de mortos.” - (Erro do correspondente) -Sentindo o calor da guerra e de meu sangue adolescente fervendo em minhas entranhas, ensaiei uma bicuda no velho aparelho de televisão, mas logo concluí, (de modo muito maduro), que esta atitude não enfraqueceria o ataque de Saddam aos meus irmãos israelenses, mas enfraqueceria sim, a minha posição perante meu tio-avô! A frenética ação de minha imaginação dominava a impotência gerada pela impossibilidade de agir. A bateria de meu coração abafava o temor produzido pelos tambores da guerra e logo a letra da música que acompanharia o meu frenético compasso cardiáco estava composta: -Vou para Israel! Vou para Israel! Vou para Israel! Como alguém em sã consciência pode escolher a guerra à paz ? Haifa bombardearda à Jundiai no verão? E então meus amigos, sabem o que acontece com alguém que faz tão incauta escolha? Vai parar no... céu! E ali estava eu depois de um mês, no céu! Após a escala no aeroporto de Roma subi no avião da El Al a companhia aérea israelense, rumo a Israel. Fiz tudo conforme manda o figurino: Pisquei para as aeromoças, apertei as mãos dos “aeromoços" e procurei lugares vagos para poder me deitar. Estava tudo indo maravilhosamente bem, até que percebi que...havia tomado o vôo errado! Sim! Só posso ter errado! Aquele não era um vôo para Israel e sim para a Africa provavelmente Botswana ou Suazilandia. E como eu sabia que errei o vôo ? Ora, isso era óbvio, pois meus companheiros de viagem eram todos negros que usavam roupas que mais pareciam lençóis enrolados no corpo e falavam um idioma muito diferente do hebraico. Quando perguntei o nome de seu país de orígem, recebi a resposta: somos judeus da Etiopia e estamos migrando para Israel! Naquele mesmo momento eu soube que o som dos tambores da guerra havia sido extintos e havia sido substituído por outro batuque: o dos tambores da paz! Após milhares de anos de exílio, a tribo perdida de Dan, composta pelos judeus da Etiópia, retornava ao berço de seu povo: a terra de Israel ! Este era o final de uma história: a do exílio dos judeus negros da Etiópia. Este era o inicio de duas histórias: a da chegada dos Judeus Etiopes à Terra Prometida e a da minha chegada, tão maravilhosamente bem acompanhado às mesmas sagradas terras! |
Fonte:
Por que você nasceu?
Numa reunião de família que celebrava o nascimento de uma criança, o Rebe explicou os três motivos para se alegrar numa ocasião dessas: o júbilo de toda a nação pelo nascimento de um novo membro, a alegria dos pais por serem abençoados com um filho, e a alegria da criança por ter sido trazida ao mundo.
"Mas como podemos celebrar quando ainda não sabemos o que a criança será?" perguntou um homem. "O nascimento marca o momento em que a alma entra no corpo" – disse o Rebe. "E como a alma está conectada diretamente a D’us, este é motivo suficiente para se alegrar." Por que você nasceu? Seu nascimento significa que você é filho de D’us. Seu nascimento não foi apenas um acidente; D’us escolhe cada um de nós para desempenhar uma missão específica neste mundo, assim como o compositor organiza harmoniosamente cada nota musical. Tire uma nota que seja, e a composição se desintegra. Cada pessoa tem seu valor; cada pessoa é insubstituível. Sua vida está sempre o levando na direção de seu destino, e todo momento é significativo e precioso. Muitas pessoas parecem sentir que, apenas porque não escolhemos vir ao mundo, nosso nascimento é um golpe de coincidência ou do acaso. Isso não poderia estar mais longe da verdade. O nascimento é a maneira de D’us dizer que Ele investiu Sua vontade e energia para criar você; D’us sente grande alegria quando você nasce, o maior prazer imaginável, pois o instante do nascimento engloba o potencial de todas as futuras realizações. Quando, exatamente, começa a vida? No nascimento, a alma entra no corpo, criando uma vida que se sustenta, um ser humano autônomo. Um feto, obviamente, é um organismo vivo completo com cérebro em funcionamento, coração e membros. Mas é somente uma extensão, embora viva, da mãe. Contém a vida, mas ainda não é independente, sustentado por sua própria força.
Portanto, o instante do nascimento assinala o início de nossa missão na terra, que é transformar nosso mundo material num veículo de expressão espiritual e Divindade. O processo da vida é muito mais que simples biologia. Uma pessoa não está plenamente viva a menos que esteja sintonizada com o propósito mais elevado de sua alma, a menos que conheça sua missão. Muitos de nós sentimos um lado espiritual em nossa vida. Talvez o busquemos apenas de tempos em tempos. Mas como estamos tão ocupados com nossa vida diária e tão famintos pela gratificação instantânea, esquecemos – ou jamais separamos tempo para aprender – por que, para começar, estamos aqui. Cada um de nós tem uma opção: podemos estar meramente vivos no sentido biológico ou podemos ser realmente vivos, espiritualmente vivos. Mesmo como adultos, podemos viver da maneira que um feto vive – comendo, bebendo e dormindo, uma pessoa completa que carece de seu elemento mais vital: uma alma. Ou podemos aproveitar nossa capacidade para sermos espiritualmente sensíveis, e participar do mundo. É tentador passar nossa vida num estado semelhante ao do feto. Até os Sábios admitem isso: ‘É mais agradável não nascer do que nascer." Não seria mais fácil passar pela vida aquecido e bem alimentado, protegido do mundo exterior, que suportar as difíceis batalhas da vida que todos teremos de conhecer?
De fato, muitos tentam se isolar, reagindo à vida mas nunca se envolvendo nela por completo. Sob esta ótica, vemos que o nascimento, acima de tudo o mais, é um desafio, o primeiro e talvez o mais difícil que jamais enfrentaremos. Por um momento, pense sobre as experiências de um bebê. Agora tente imaginar seu próprio nascimento. Que momento monumental! Que sentimentos você teve? Que vozes escutou? Cientistas e psicólogos estão apenas começando a reconhecer aquilo que a Torá tem ensinado durante milhares de anos: que nossas experiências como recém-nascido têm um profundo impacto em nossa psique interior. Um recém-nascido é tão receptivo como uma esponja seca. Escuta talvez ainda mais que um adulto; exatamente porque sua mente consciente ainda não funciona, e porque não entende as palavras, um recém-nascido é muito mais impressionável. Absorve tudo em seu ambiente na forma mais pura, sem ser adulterada pelo ego ou intelecto adulto. A educação, portanto, começa no momento em que a criança nasce. Isso nos apresenta uma profunda responsabilidade sobre como nos comportar na presença de uma criança, e como tratamos as crianças desde o instante do nascimento. Lembre-se: a alma de um recém-nascido está completamente viva, com ouvidos abertos que escutam tudo. Um respeitado rabino, quando bebê, era carregado com freqüência em seu cestinho para ouvir preces e canções. Ele cresceu e se tornou um grande erudito e, em reconhecimento à maneira pela qual fora criado, era cumprimentado muitas vezes com a bênção: "Abençoada seja aquela que lhe deu à luz." | |||||||
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Sabedoria diante do Irã
Leonam Guimarães, membro do Grupo
Permanente de Assessoria em Energia Nuclear
e da Agência Internacional de Energia Atômica
Nem alarmismo nem complacência com o Irã. Com base no último relatório da AIEA, pode-se afirmar com elevado grau de certeza de que o Irã não tem hoje uma arma nuclear e que não terá uma nem amanhã nem na próxima semana nem no mês que vem nem daqui a um ano. Afirmar o contrário, com base na superposição de hipóteses irrealistas baseadas nos piores casos possíveis, seria irresponsável. Por outro lado, também seria irresponsável ser complacente com o programa nuclear do Irã, porque em todos os aspectos-chave do que é preciso para ser capaz de ter uma arma nuclear, o país fez progressos significativos. Não se pode afirmar com confiança que Irã não terá uma arma nuclear daqui a dois anos. Se eles quiserem seguir esse caminho e se tudo correr bem, talvez eles possam.
Persuadir o Irã a abandonar inteiramente o enriquecimento pode ser o objetivo para alguns, mas não é exeqüível, dado o forte apoio que existe em todo o espectro político do país. O enriquecimento é visto como um direito e tornou-se parte indissociável do conceito de soberania nacional do Irã. O Irã já tem capacidade nuclear, mas ter armas nucleares não é uma conseqüência necessária dessa constatação. Suécia, Alemanha e Japão também a tem e nunca cruzaram, nem são suspeitos de terem a intenção de cruzar, a linha entre “ter capacidade nuclear” e “ter armas nucleares”. No Brasil, cruzar essa linha é proibido pela Constituição. Mas Israel, Índia, Paquistão e Coréia do Norte fizeram isso. Uma combinação ponderada de quatro elementos de resposta política disponíveis à comunidade internacional pode fazer com que o Irã não cruze essa linha:
Persuadir o Irã a abandonar inteiramente o enriquecimento pode ser o objetivo para alguns, mas não é exeqüível, dado o forte apoio que existe em todo o espectro político do país. O enriquecimento é visto como um direito e tornou-se parte indissociável do conceito de soberania nacional do Irã. O Irã já tem capacidade nuclear, mas ter armas nucleares não é uma conseqüência necessária dessa constatação. Suécia, Alemanha e Japão também a tem e nunca cruzaram, nem são suspeitos de terem a intenção de cruzar, a linha entre “ter capacidade nuclear” e “ter armas nucleares”. No Brasil, cruzar essa linha é proibido pela Constituição. Mas Israel, Índia, Paquistão e Coréia do Norte fizeram isso. Uma combinação ponderada de quatro elementos de resposta política disponíveis à comunidade internacional pode fazer com que o Irã não cruze essa linha:
1. Contenção. Sanções, controles de exportação, sabotagem industrial e outras medidas podem restringir a capacidade do Irã de expandir o programa nuclear de forma acelerada.
2. Dissuasão. Irã pode ser dissuadido de cruzar a linha se os responsáveis políticos de alto nível do país souberem, e eles certamente sabem, que isso implicaria necessariamente em uma ação militar preventiva.
3. Inspeções intrusivas. A AIEA é apenas capaz de monitorar instalações declaradas. Inspeções mais intrusivas proporcionariam uma maior confiança de que o Irã não está engajado em atividades secretas relacionadas ao enriquecimento de urânio e ao desenvolvimento de armas nucleares.
4. Diplomacia. Qualquer solução pacífica exigirá negociações e incentivos positivos. Contenção e dissuasão por si só não vão convencer o Irã a ignorar seu orgulho nacional e ceder à pressão. Alternativas positivas devem ser apresentadas. A principal finalidade desses dois primeiros elementos consiste em persuadir o Irã a sentar-se à mesa de negociação e isso, claramente, não está funcionando. Como saber se eles estão prontos para negociações reais, sem lhes falar diretamente? São necessários contatos discretos para sondar intenções e possibilidades de compromisso. O chefe da agência de energia atômica do Irã chegou a dizer que o país estaria disposto a colocar suas instalações sob controle da AIEA por cinco anos, mas não é de todo claro o que ele queria dizer com isso. É necessário descobrir.
Em suma, se o Irã pode, tecnicamente, “cruzar a linha” em menos de dois anos, esse tempo deve ser usado com sabedoria. É preciso buscar novos caminhos diplomáticos para tentar descobrir como e quando o Irã estaria pronto para negociação de algum tipo de compromisso. E isso antes que a contenção e dissuasão se demonstrem definitivamente ineficazes, como até agora têm sido, e o mundo seja empurrado para um conflito de conseqüências imprevisíveis.
Publicado no blog de Paulo Moreira Leite/Revista Época
FONTE:
sábado, 19 de novembro de 2011
Meharat HaMachpelá, a Gruta dos Patriarcas
| Resumo Uma das mais famosas propriedades da terra é Meharat Machpelá (também conhecida como “A Gruta dos Patriarcas”), na cidade de Hebron, no sul de Israel. Machpelá significa “dupla” em hebraico. Um motivo para o nome é que quatro casais famosos estão sepultados ali: Adam e Eva, Avraham e Sara, Yitschac e Rivca e Yaacov e Lea (nossa matriarca Rachel foi enterrada em outro local). História Básica Conforme é relatado em Bereshit, Avraham adquiriu a gruta e o campo circundante como sepultura para sua esposa Sara, tornando-o o primeiro pedaço de terra na Terra santa a torna-se propriedade legal do povo judeu. Isso ocorreu em 1677 AEC. Antes de Yaacov morrer no Egito, em 1523 AEC, ele fez Yossef prometer que o tiraria do Egito e o enterraria com seus pais na Gruta de Machpelá. E de fato, eles realizaram uma viagem especial com este fim. O grande e imponente edifício de pedra que existe hoje acima da caverna foi construído por Herodes no primeiro século AEC. (Na verdade, o edifício, com paredes de pedra de quase dois metros de espessura, é a única estrutura herodiana completamente intacta.) A gruta onde jazem nossos Patriarcas e Matriarcas está abaixo dessa estrutura. Por volta de 1490, o acesso à gruta foi fechado, e permanece fechado até hoje. Como descendentes de Ismael, filho de Avraham, os árabes também reverenciam o local do túmulo de Avraham. Não se sabe exatamente quando eles construíram a mesquita dentro das muralhas herodianas. O complexo foi tomado pelos Cruzados em 1100, mas menos de 100 anos depois, foi novamente convertido em uma mesquita. Ao final do Século 14, os governantes muçulmanos proibiram os judeus de entrarem no local, mas tinham permissão de se aproximar até o 5º degrau de uma escadaria a sudeste. A certa altura, isso foi alterado para o sétimo degrau. A comunidade judaica de Hebron existe há séculos. No decorrer das gerações, os judeus iam rezar na Gruta de Machpelá, mesmo que pudessem ir apenas até o sétimo degrau. Essa antiga comunidade judaica foi destruída no massacre de 1929 quando os árabes irromperam no Bairro Judaico e assassinaram muitos judeus. O governo britânico então forçou todos os sobreviventes a deixarem a cidade. Após a Guerra dos Seis Dias, a área voltou ao controle de Israel e finalmente foi cancelada a restrição que limitava a entrada dos judeus até o sétimo degrau. Os judeus retornaram a Hebron, e foi restabelecida uma sinagoga na Gruta de nossos Patriarcas. Importância Espiritual Durante a longa e dolorosa jornada de nossa nação ao longo da história, os locais sagrados de repouso de nossos justos ancestrais tem servido como oásis espiritual. O túmulo de nossos Patriarcas e Matriarcas, fundadores de nossa nação, tem sido um local onde os judeus têm ido rezar desde tempos primórdios. No exemplo mais antigo, a Torá nos relata que Caleb, um dos doze espiões que Moshê enviou para fazer um reconhecimento da Terra de Canaã, fez um desvio em Hebron. O Talmud nos conta que ele desejava rezar na gruta onde Avraham, Sara, Yitschac, Rivca, Yaacov e Lea estão enterrados. Ele implorou aos Patriarcas e Matriarcas para intercederem a D'us por misericórdia de sua alma e que o salvasse de sucumbir a maldosa trama arquitetada pelos outros espiões. Este é um modelo que seguimos até os dias de hoje quando visitamos os túmulos de pessoas sagradas para invocar misericórdia a D'us em tempos difíceis. O Zohar relata que a Gruta de Machpelá é especial, não em virtude daqueles que ali repousam, mas porque é o portal para o Jardim do Éden. Adam, o primeiro homem, reconheceu a singularidade daquele local quando viu um raio de luz emanando da área. Portanto, ele cavou a gruta como túmulo para si mesmo e para sua mulher. Depois que Adam e Eva foram enterrados ali, a luz ficou oculta. Anos depois, Avraham descobriu o segredo novamente quando por engano encontrou a gruta. Ele decidiu que queria ser enterrado ali também, no portal para o Jardim do Éden. Nossas preces hoje, especialmente neste local sagrado, o portal para o mundo das almas, podem conseguir que nossos pais e mães intercedam em nosso favor. Fatos Interessantes Conforme o MIdrash, Avraham que era um residente de Hebron, teve um encontro sobrenatural no local da Gruta de Machpelá. Foi após sua circuncisão, e ele estava recebendo os três anjos (disfarçados de seres humanos) como convidados. Um bezerro que ele queria servir a eles saiu correndo, e enquanto tentava apanhá-lo, ele tropeçou nesta gruta. reconheceu os túmulos de Adam e Eva. Velas foram acesas e havia uma fragrância especial. Ele viu a entrada para o Jardim do Éden. * Ninguém jamais entrou na Gruta dos Patriarcas propriamente dita, que fica localizada em profundidade subterrâneas. Conta a lenda que ninguém que tenha tentado isto conseguiu retornar. Somente um judeu, Rabi Abraham Azulai, o cabalista conhecido como “Chesed LeAvraham,” temos conhecimento de ter descido à gruta e voltado vivo. A história ocorreu há cerca de trezentos anos. O sultão turco tinha por engano deixado sua espada cair na Gruta. Após vários soldados do sultão terem descido para apanhá-la e terem morrido lá embaixo, o sultão ordenou que a comunidade judaica fornecesse um voluntário que pudesse recuperar a espada. Caso contrário, todos seriam mortos. Rabi Azulai, na época já idoso, resolveu o dilema oferecendo-se para ir. Quando recuperou a espada, os judeus de Hebron celebraram. Os sete dias e noites seguintes Rabi Azulai passou ensinando segredos cabalísticos aos seus alunos. Uma semana após ele ter descido à Gruta, faleceu e foi enterrado no cemitério judaico em Hebron. * Segundo fontes do Midrash quando Yaacov morreu, Essav tentou impedir os filhos de Yaacov de enterrarem o pai na Gruta de Machpelá. Enquanto o ligeiro Naftali corria até o Egito para recuperar o título de Machpelá para provar que era propriedade deles, o filho surdo-mudo de Dan, Hushim, viu a comoção e decapitou Essav. A cabeça rolou até a gruta e foi parar ao pé de seu pai Yitschac, onde permanece enterrada até hoje. Atualmente Em 1995, o Acordo Wye River deu ao waqf (setor administrativo muçulmano) o controle da maior parte da Gruta de Machpelá, incluindo a seção sudeste, que contém os cenotáfios (monumentos) de Yitschac e Rivca (“Ohel Yitschac”). Esta é também a área que contém a única entrada conhecida da Gruta, e que possivelmente está diretamente sobre a própria caverna. Os judeus rezam em outras seções do edifício na maior parte do ano, e somente têm permissão de visitar Ohel Yitschac dez dias por ano. Um desses dias é o Shabat de Chayê Sara, quando lemos a porção da Torá que descreve a compra da gruta por Avraham. Dezenas de milhares de visitantes convergem em Hebron durante este final de semana para passarem juntos este Shabat. A Gruta de Machpelá está aberta a turistas e visitantes todos os dias. Muitos ônibus Egged (equipados com janelas à prova de balas) viajam diariamente das cidades mais importantes de Israel para Kiryat Arba, a comunidade judaica adjacente. Alguns prosseguem até a área judaica de Hebron e para a Gruta de Machpelá. Se você deseja caminhar de Kiryat até Hebron, é aconselhável fazê-lo com escolta armada. Uma estadia para um Shabat em Hebron, ou na comunidade vizinha de Kiryat Arba, é realmente uma experiência elevadora e marcante. Passar algum tempo neste local dos mais sagrados é realmente inspirador. Se você precisa de acomodação para o Shabat, ou se necessita de algum tipo de assistência enquanto estiver em Hebron, entre em contato com Rabino Danny e Batsheva Cohen, o caloroso casal que dirige as atividades de Chabad nesta cidade sagrada. Clique aqui para entrar em contato com eles. |
FONTE: 
Paz Agora
Herman Glanz
Ninguém fala que o Estado Judeu tem o direito de existir. Ninguém fala que os judeus têm o direito de viver como tal, em qualquer lugar. Mas gente nossa, o “Paz Agora” e outros, defendem o direito dos palestinos de hoje, sem pensar em si mesmo. O direito deles deve respeitar o direito de Israel, o que não acontece, tornando difícil defender direitos que se opõem, com violência, ao direito do Estado Judeu existir.
Vejamos como os judeus são tratados nos países árabes muçulmanos:
Judeus não são cidadãos (ou lhes são retirada a cidadania) dos Estados Árabes. São tratados como cidadãos de segunda classe. Aliás, Karl Marx já havia informado a respeito do tratamento de segunda classe aos não-muçulmanos, pois os muçulmanos dividem o mundo entre os fiéis e infiéis (os que não seguem o islamismo).
Judeus têm uma carteira de identidade especial, onde figura, em letras grandes, “Judeu”. Isso nos foi mostrado por judeu egípcio, expulso em 1956 por Nasser, vindo ao Brasil.
As instituições comunitárias judaicas são fechadas ou nacionalizadas.
Judeus estão sujeitos a restrições e quotas. O judeu egípcio nos dizia que, tal qual existe aqui a Lei dos 2/3, referente ao quantitativo de empregados brasileiros das empresas, existe lá a Lei de 80% de muçulmanos, de qualquer nacionalidade; judeus, mesmo egípcios, ficam incluídos nos 20%.
Judeus são banidos dos empregos públicos.
Em muitos Estados Árabes os judeus estão proibidos de viajar ou deixar o país.
Judeus estão submetidos a prisões arbitrárias, “acusados” de “sionistas”.
Muitos judeus foram executados sob falsas acusações.
Os judeus tiveram suas contas bancárias congeladas e propriedades sequestradas, como os expulsos por Nasser em 1956/57. Não se fala em indenização.
Os judeus eram obrigados a dar sociedade aos muçulmanos nas suas empresas.
Os refugiados judeus dos Estados Árabes, que foram expulsos, não mereceram o status de refugiados, sendo cerca de 900.000.
Chama a atenção que nenhuma das organizações dedicadas aos Direitos Humanos protesta contra as discriminações e contra as violações aos direitos humanos naqueles países. Contra os judeus, pelo que parece, não há violação dos direitos humanos.
Por outro lado, para um acordo com os palestinos é preciso haver vontade dos dirigentes palestinos para aceitar o Estado Judeu. Para fazer a guerra basta um querer; para fazer a paz é preciso que dois o queiram. É impossível um acordo com quem considera o outro de modo inferior, de segunda classe. O anteprojeto da Constituição do futuro Estado Palestino inclui artigo onde fica claro que a legislação do Estado se baseia na “Shariá”, a lei islâmica decorrente do “Alcorão”. E esta lei impõe a segunda classe aos infiéis. O atual dirigente palestino, Mahmoud Abbas, defendeu tese de mestrado na Universidade Patrick Lumunba, para terceiro-mundistas, na antiga URSS, sobre a negação do Holocausto. Os livros escolares da Autoridade Palestina indicam que Israel não existe e incitam o ódio aos judeus e israelenses. Dizem que Abbas é um moderado, na realidade é tão anti-Israel quanto o Hamas, mas o faz de maneira light. Por enquanto, a paz deve esperar, para se mostrar presente, por ausência de um interlocutor e que seja um estadista de verdade e queira a paz.
Foi Zeev Jabotinsky, no seu ontológico texto, “A Muralha de Ferro”, quem profetizou que é necessário enfrentar todos os ataques até que, vendo não poder Israel ser derrotado, entrarão em campo os moderados. A verdade é que os muçulmanos também pensam assim, e não têm respeito pelos seus, deixando-os como refugiados há mais de 60 anos, só para servir aos seus interesses políticos, cansando os israelenses e judeus, que passam a pensar em Paz Agora, a qualquer preço. Mas, parece, entre os palestinos, já está surgindo um grupo de Paz Agora e assim surge a esperança de paz.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Uma parceria feita no céu
por Daniel Lasar | |||
Na vida, as pessoas freqüentemente pensam que os fatos acontecem por pura coincidência. Não percebemos que na verdade é a mão de D’us que faz com que as coisas aconteçam em momentos aparentemente não auspiciosos. Na porção da Torá desta semana, temos um excelente exemplo deste fenômeno. Eliezer, após ser instruído por Avraham para encontrar uma esposa apropriada para Yitschac, reza a D’us para que guie os acontecimentos para que seja encontrado o par perfeito. Nem bem tinha ele formulado esta súplica quando Rivka apareceu, agindo de uma forma que demonstrou bondade, no beneficente tratamento ministrado a Eliezer e seus camelos. A Torá relata: "E foi quando ele não tinha ainda terminado de falar que Rivka saiu de repente…" (Bereshit 24:15). Rabeinu Bachya enfatiza que a palavra hebraica para "ele" usada no versículo parece supérflua, e que ao invés de referir-se a Eliezer, "ele" refere-se a D’us. Desta maneira, este versículo conta como D’us intercedeu para assegurar-se de que Eliezer "encontraria" Rivka no momento oportuno. Além disso, os comentários explicam que devido ao recato de Rivka, ela raramente aventurava-se até o poço, mas D’us fez com que ela fosse, naquele dia específico. Se uma cena similar tivesse lugar nos dias de hoje, a pessoa poderia não perceber como este evento foi providencialmente dirigido. Os observadores poderiam ver um encontro entre duas pessoas como algo fortuito – um incidente casual de "rapaz encontra garota". Entretanto, é importante perceber que no esquema mais amplo das coisas, tal incidente não pode ser visto como sendo algo simples; A parceria (shiduch) de Yitschac e Rivka é um excelente exemplo de D’us trabalhando nos bastidores e direcionando os acontecimentos do mundo. Talvez esta narrativa da Torá represente mais efetivamente o termo judaico "basheirt", geralmente usado em referência ao futuro cônjuge de alguém, que será encontrado na hora "apropriadamente estabelecida", e de forma mais geral referindo-se ao conceito de que tudo flui da vontade de D’us. Desta maneira, a descrição do impressionante encontro entre dois dos mais importantes progenitores do povo judeu deveria nos sensibilizar, a fim de que percebamos que a cada fato da vida, a cada encruzilhada de incertezas, e a cada momento de interação, existem eventos que não são meramente acidentais, mas sim exemplos da ativa participação de D’us em nossas vidas do dia-a-dia. As coisas acontecem por uma razão; porém contando apenas com nossa limitada sensibilidade espiritual, nem sempre reconhecemos seu propósito. | |||
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