sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Alerta publicado no site “Notícias Gospel” - “Governo do Irã lança campanha para aniquilar todos os judeus do mundo:


Em meio à controvérsia internacional sobre se Israel deve ou não atacar o programa nuclear iraniano, os governantes da República Islâmica do Irã decidiram “atualizar” o seu objetivo estratégico de “varrer Israel do mapa”. Agora eles divulgaram oficialmente pela primeira vez que seu plano está mais ambicioso: aniquilar todos os judeus do mundo. Para alcançar o seu novo objetivo, decidiram usar uma conhecida há séculos, o antissemitismo.
Duas semanas atrás, os aiatolás (líderes religiosos muçulmanos) de Teerã e Qom desencadearam uma virulenta campanha antissemita em seus sermões. Um novo livro e um filme serão usados para ampla distribuição desses ideais. A ordem partiu do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
O material produzido pelo governo iraniano se baseia amplamente no antigo livro de ficção “Os Protocolos dos Sábios de Sião” para acusar os judeus e seus rabinos de conspirarem para corromper e governar o mundo.
Com o título “Como Israel deve ser destruído”, a obra de sete capítulos foi agraciada com o prêmio de melhor livro na feira do livro de Khorassan, em setembro, e agora será distribuída em todo o país.
Seus autores são identificados apenas como “seminaristas da cidade sagrada de Qom”. Eles basicamente estabelecem táticas para destruir Israel e os judeus do mundo. Em sua argumentação, citam o Alcorão, bem como os “sábios de Sião” para falar sobre “a visão de mundo judaica”, afirmando que a perseguição dos judeus ao longo dos séculos, inclusive o Holocausto nazista, foi uma “justa punição por seus crimes”.
São mencionados trechos do Alcorão que recomendam aos muçulmanos a ficarem longe dos judeus, por causa de sua “natureza pérfida e enganadora”. O livro lembra muitas das ideias do aiatolá Khomeini, grade opositor de Israel que liderou a revolução islâmica do Irã em 1979.
O editor do livro, Hojjat-ol-Eslam Mohammad Ebrahim-Nia, salienta que a publicação tem a força de um fatah (decreto religioso) e é obrigatória para todo muçulmano.
Ele acrescenta: “Apesar de todos os esforços para destruir este estado “criminoso”, ele continua existindo e, sob o disfarce do sionismo, continua seu ataque perverso ao Islã.
O filme antissemita “The Sabbath Hunter” não é novo, mas foi um fracasso com o público de cinema iraniano, possivelmente por ter poucos efeitos especiais como os filmes americanos. Agora, o líder supremo ordenou que ele seja exibido obrigatoriamente em todas as universidades do país. Os responsáveis por sua distribuição são os estudantes Basij, que invadiram a embaixada britânica em Teerã recentemente.
Fonte: 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Longa Vida Para os Livros

Rabino Chefe da Inglaterra, Professor Jonathan Sacks
 
Certa vez, quando David Blunkett era Secretário de Estado para a Educação, ele mencionou que estava dedicando o ano escolar vindouro a uma campanha pela educação. Perguntou-me se eu teria algum ditado judaico sobre instrução. Respondi que o início do ano acadêmico quase sempre coincide com as Grandes Festas Judaicas, o Ano Novo e o Dia da Expiação. Durante toda aquela época rezamos a D'us para que “nos inscreva no Livro da Vida”. Quando os judeus pensam em vida, pensam num livro. Para nós, ler é viver.

Então fui surpreendido com o forte apelo de Caitlin Moran feito em agosto daquele ano para que as bibliotecas locais fossem poupadas do programa de corte de gastos do governo. “Bibliotecas”, disse ela, são “catedrais da mente; hospitais da alma; parques temáticos da imaginação. Numa ilha fria, chuvosa, são os únicos espaços públicos abrigados onde você não é um consumidor, mas sim um cidadão. Um ser humano com cérebro e coração, com desejo de ser elevado, em vez de um consumidor com um cartão de crédito.”

Desde o início, o Judaísmo se tornou uma religião na qual a educação era o ato fundamental. Ensina teus filhos, diz Moshê muitas e muitas vezes.
Que frase linda e verdadeira. É impossível exagerar até que ponto os judeus são – a frase vem do Alcorão – um “povo do livro”. Tenho argumentado que o Judaísmo tomou a forma que tem por causa de uma das maiores revoluções na tecnologia da informação, a invenção do alfabeto em oposição aos sistemas baseados em sinais da escrita cuneiforme mesopotâmica e dos hieróglifos egípcios.

Para entender aqueles sistemas a pessoa tinha de memorizar centenas de símbolos, o que significa que apenas uma minoria podia fazê-lo. O resultado foram as elites literatas e as sociedades hierárquicas. O primeiro alfabeto, Proto-Semítico, que apareceu no Deserto do Sinai há 38 séculos, tinha pouco mais de vinte símbolos. Pela primeira vez nascia a possibilidade de uma sociedade de instrução universal. Isso foi o que Isaiah quis dizer quando declarou: “Todos os seus filhos serão instruídos sobre o Eterno e grande será a paz de seus filhos.”

Desde o início, o Judaísmo se tornou uma religião na qual a educação era o ato fundamental. Ensina teus filhos, diz Moshê muitas e muitas vezes. “Ensina-os”, diz nossa prece mais sagrada, o Shemá, “quando estiveres sentado em casa ou viajando numa jornada, quando te deitares e quando te levantares.” O Talmud considera o estudo como um ato religioso ainda mais elevado que a prece.

O objeto mais sagrado no Judaísmo é um livro, o Rolo da Torá. A reverência que prestamos a ele é impressionante. Ficamos em sua presença como se fosse um rei, dançamos com ele como se fosse uma noiva, e se, D'us não o permita, for profanado ou danificado sem chance de recuperação, nós o enterramos como se fosse um parente falecido.

De alguma forma essa reverência se transferiu para os livros em geral. Descartes disse “Penso, logo existo.” Os judeus dizem: “Aprendo, portanto eu sou.” Essa reverência pelo estudo continuou com os judeus por mais que tenham se tornado afastados da religião.

Há muitos tipos de pobreza que devemos tentar eliminar, mas o empobrecimento intelectual talvez não seja o mais profundo e debilitante de todas as pobrezas.
Sergey Brin, co-fundador do Google, certa vez disse que vinha “de uma daquelas famílias de judeus russos que esperavam que até o encanador tivesse um Ph.D.”

Então eu repito a descrição de Caitlin Moran sobre os livros como portões – “cada livro que se abre era tão empolgante quando Alice colocando seu anel de ouro na porta.” Um livro notável é uma jornada que amplia a vida da mente. É uma ideia que jamais devemos perder. As bibliotecas são um elemento essencial de uma boa sociedade. Elas democratizam o conhecimento, dando-nos igual acesso ao legado da humanidade. Há muitos tipos de pobreza que devemos tentar eliminar, mas me pergunto se o empobrecimento intelectual talvez não seja o mais profundo e debilitante de todas as pobrezas.

John Donne escreve que “Toda a humanidade é de um autor, e é um volume.” Ele relacionou isto com a morte: “Quando um homem morre, um capítulo não é arrancado do livro, mas traduzido num idioma melhor.” No Judaísmo, preferimos pensar sobre a vida. Cada um de nós é uma letra no livro de D'us. Como uma letra, não temos um significado por nós mesmos, mas juntados a outros em famílias, comunidades e nações, formamos sentenças de parágrafos e nos tornamos parte da história de D'us.

Isaac Bashevis Singer disse certa vez: “D'us é um escrior e nós somos seus co-autores.”

Que jamais venhamos a perder nosso amor pelos livros e pela vida.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Palácio Está em Chamas



Por Rabino YY Jacobson
 
Os dramáticos eventos que ocorrem na Líbia, Síria, Egito e outros países no Oriente Médio e na África, bem como a recente troca de Gilad Shalit por 1.027 prisioniros árabes, deveriam servir como um chamado urgente para o mundo judaico reclamar sua missão de fé articulada no momento em que a nação nasceu, 3.800 anos atrás.

Como a fé judaica veio a existir?

O Midrash descreve o nascimento do Judaísmo com a seguinte parábola: O Eterno disse a Avraham: “Deixa tua terra, teu local de nascimento, a casa de teu pai.”

A quê isso pode ser comparado? A um homem que estava viajando de um local a outro quando avista um palácio em chamas. Ele pergunta a si mesmo: “Será possível que o palácio não tenha dono?”

O dono do palácio olhou para fora e disse: “Eu sou o dono do palácio,” Assim Avraham, nosso pai, disse: “É possível que o mundo não tenha um governante?” D'us olhou para fora e disse a ele: “Eu sou o governante, o Soberano do universo.” (Midrash Rabah Bereshit 39:1)

A dúvida de Avraham é clara. Este ser humano sensível contempla um universo brilhantemente estruturado, uma extraordinária obra de arte. Ele é tocado pela grandeza do pôr-do-sol e pelo milagre do nascimento de uma criança. Fica maravilhado com as ondas do oceano e pelo bater compassado e silencioso do coração humano. O mundo de fato é um palácio. Porém o palácio está em chamas. O mundo está repleto de violência, derramamento de sangue, injustiça e conflitos. Ladrões, criminosos, estupradores e assassinos estão continuamente demolindo o palácio e seus reais moradores. Os dissidentes são torturados; quem protesta é cortado fora como grama. A vida humana não tem valor.

O que aconteceu ao dono do palácio? Avraham grita. Por que D'us permite que o homem destrua Seu mundo majestoso? Por que Ele permite que um universo tão lindo fique em chamas? Poderia D'us ter feito um mundo apenas para abandoná-lo? Alguém construiria um palácio e então desertaria dele?

Então “O dono do palácio olhou para fora e disse: ‘Eu sou o dono do palácio.’ D'us olhou para fora e disse a Avraham: ‘Eu sou o governante, o Soberano do universo.’” O Midrash registra a resposta de D'us. O Rabino Chefe da Inglaterra, Professor Jonathan Sacks, apresenta essa instigante interpretação à resposta de D'us.

Onde Está o Homem?

Note que o dono do palácio não faz uma tentativa de sair do edifício em chamas ou de extinguir o fogo; ele está meramente declarando que é o dono do palácio que se esvai em fumaça. Por que ele não sai da mansão? É como se, em vez de fugir, o dono estivesse pedindo ajuda. D'us fez o palácio, o homem o incendiou, e somente o homem pode apagar as chamas.

Avraham pergunta a D'us: “Onde estás?” e D'us responde: “Estou aqui, onde está você?” O homem pergunta a D'us: “Por que abandonaste o mundo?” e D'us pergunta ao homem: “Por que tu Me abandonaste?”

Assim começa a revolução do Judaísmo – o corajoso empreendimento humano de extinguir as chamas da opressão e violência, e restaurar o mundo ao palácio harmonioso que deveria ser. O encontro de Avraham com D'us na presença de um palácio em chamas deu origem à declaração da missão do Judaísmo: ser obcecado pelo bem e horrorizado pelo mal.

Reivindicando Nossa Missão
Durante tempo demais, os judeus sucumbiram ao apelo da popular noção de que não existe algo como comportamento do mal absoluto. “Não julgarás”, tornou-se nosso lema mais prezado. Fomos ensinados, em vez disso, a sondar e entender as frustrações subjacentes que obrigam o agressor a tomar este caminho extremo.

Este ponto de vista sofisticado e camarada nos permitiu sustentar nossa ética de tolerância ilimitada, aceitando todas as formas de comportamento como justas, pois no âmago de cada ato cruel há um coração que sofre.

Poucas ideias foram rejeitadas na Torá com tanta paixão. Porque o Judaísmo tem como seu ideal mais elevado a criação de um mundo bom e ético, ao passo que a recusa em defender aquilo que é errado resulta em sua vitória. Uma visão complacente sobre um terrorista suicida, por exemplo, pode apelar à nossa compaixão e entendimento, porém na realidade é uma exibição de extrema crueldade para com as vítimas inocentes que morrerão nas mãos de militantes frustrados.

O Judaísmo, em sua obcecada tentativa de transformar o mundo num luxuoso palácio, criou padrões universais absolutos para o bem e o mal definidos pela Torá. Tirar a vida de um inocente é errado, é o mal. Não há desculpas, “ses”, “mas” ou “por quês”. O assassino pode estar sofrendo muito, mas isso nunca justifica o mal de assassinar um ser humano inocente.

Porém, tragicamente, nos tornamos insensíveis à nossa declaração de missão. Já faz muitos anos que o Estado Judaico exibe tolerância com os terroristas, negligenciando nossa mais prezada doutrina de que a preservação da vida humana está acima de qualquer outra consideração. Os resultados da nossa confusão moral são devastadores: milhares de judeus e árabes inocentes agora estão mortos. E terroristas no mundo inteiro aprenderam que podem continuar sua obra desprezível sem serias consequências.

As pessoas boas do mundo estão esperando para serem inspiradas pela nossa missão de enfrentar o mal e bani-lo do palácio de D'us.

Fonte:

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Perigo da Assimilação


Carta do Rebe – 12 de Marcheshvan, 5722 (1961)

...Creio que durante nossa conversa tocamos no assunto que, como a Torá sempre foi chamada Torat Chayim, a Lei da Vida, e tem sido sempre a fonte de nossa vida e existência, bem como o guia para nossa vida diária, muito mais o é nos tempos atuais.

O perigo para a vida judaica e a existência nos países livres, especialmente nos Estados Unidos, não é da exterminação física, D'us não o permita, por um outro Hitler ou Eichman, mas sim um perigo não menos destrutivo, o risco da assimilação.

Exatamente porque não há antagonismo externo e discriminação contra os judeus, especialmente nas classes média e baixa (embora na classe alta, a tendência para a assimilação seja reprimida pelo preconceito), o perigo da assimilação de massa é bastante real.

Além disso, fatores como a educação compulsória e social e as pressões econômicas de conformidade, etc., associadas à grande ignorância sobre os valores judaicos, aumenta bastante o perigo da assimilação de uma geração para a seguinte. Se for permitido que continue sem contenção, quem sabe aonde isso poderá levar.

Portanto, é dever de todo judeu consciente e consciencioso fazer o possível para deter a onda de assimilação, e trata-se realmente de uma questão de salvar uma vida.

É evidente que tal esforço não deveria ser limitado ao adulto e às gerações mais velhas, mas principalmente no que diz respeito aos jovens, em especial os muito jovens. Desnecessário dizer, a pessoa sobre quem a Divina Providência concedeu a capacidade especial para influenciar, por uma questão de dever deve usar esta capacidade na direção delineada.

Essa não é a ocasião para estender-se em pesquisa teórica sobre todos os aspectos da situação, e adiar a ação dependendo dos resultados da pesquisa. Pois, quando uma casa está se incendiando, não há tempo para estudar as leis da combustão e os métodos para apagar o fogo, mas tudo deve ser feito para extingui-lo antes que a casa seja destruída, com possíveis perdas de vidas.

... Similarmente, você tem a capacidade de expandir sua influência, além de sua proximidade imediata em casa, até a comunidade em geral. Isso você pode fazer de maneira direta e, talvez ainda mais, de modo indireto, elevando os padrões de sua vida religiosa e espiritual.

(Assinatura do Rebe)

Fonte:

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Adventista consegue na Justiça direito de faltar às aulas no sábado

Religião da estudante prega o descanso no sábado.
Quielze Apolinário Miranda, de 19 anos, aluna de Relações Internacionais, no período noturno, da Universidade Sagrado Coração, em Bauru/SP entrou na Justiça pelo direito de poder seguir uma das doutrinas de sua religião, que prega o descanso das 18h de sexta-feira às 18h do sábado. Como sua religião prega o repouso absoluto neste período, a estudante entregou um requerimento no início do semestre pedindo que suas faltas na matéria de História das Relações Internacionais, realizadas às sextas-feiras, fossem abonadas e que trabalhos lhe fossem dados no lugar das aulas perdidas. Mas, de acordo com Quielze, em todas as tentativas de contornar o problema, a resposta da universidade sempre foi que ela não tinha amparo legal para este pedido. “Conversei com a pró-reitora e a coordenação acadêmica, mas não entenderam meu caso. Então usei o último recurso que eu dispunha e entrei com uma ação na Justiça”.
Uma decisão da 3ª Vara Federal em Bauru garantiu à aluna o direito que solicitava. A decisão do juiz federal Marcelo Freiberger Zandavali foi fundamentada em dois tratados internacionais dos quais o Brasil participa, além de artigos da Constituição Federal. O advogado dela, Alex Ramos Fernandez, explicou que a intenção deles é a liberdade de crença seja respeitada. “Nós propomos que seja feita a prestação alternativa, que ela possa fazer trabalhos ou outras atividades que funcionem como reposição dessas aulas, não queremos nenhum tratamento diferenciado que a beneficie em detrimento dos outros alunos”, ressaltou, citando o Serviço Militar, onde já é previsto, por lei, a prestação alternativa das atividades. “Se no Serviço Militar, que é bem mais rígido, já existe essa possibilidade, por que não podemos chegar ao um acordo na esfera civil, onde as liberdades são maiores?”, questiona. Na próxima semana Quielze vai fazer as provas que perdeu e suas faltas serão retiradas.

FONTE:

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Lei do Retorno

Lei do Retorno com suas emendas até 1970 


Direito de Aliá 


1. Todo Judeu tem o direito de vir a este país como um oleh. 


Visto de Oleh 


2. (a) Aliá deve ser por meio do visto de oleh. 

(b) Um visto de oleh será concedido a todo Judeu que expressar seu desejo de se estabelecer em Israel, a menos que as seguintes condições sejam verificadas pelo Ministro do Interior a respeito do solicitante: 

(1) que esteja envolvido em atividade dirigida contra o Povo Judeu; ou 

(2) que possa colocar em perigo a saúde pública ou a segurança do Estado; ou 

(3) que seja uma pessoa com passado criminal, que possa por em perigo o bem-estar público. 


Certificado de Oleh 


3. (a) Um Judeu que venha para Israel e subsequentemente à sua chegada tenha expressado seu desejo de se estabelecer em Israel, poderá, enquanto ainda em Israel, receber um Certificado de Oleh. 

(b) As restrições especificadas na seção 2(b) deverão ser aplicadas também para a concessão do Certificado de Oleh, mas uma pessoa não será considerada como perigo à saúde pública por conta de doença adquirida após sua chegada a Israel. 


Residentes e pessoas nascidas neste país 


4. Todo Judeu que tenha imigrado a este país antes da entrada em vigor desta Lei, e todo Judeu que nasceu neste país, seja antes ou depois da entrada em vigor desta Lei, será considerado como uma pessoa que tenha vindo a este país como um oleh, sob esta Lei. 


"Direitos dos membros da família 


4A. (a) Os direitos do Judeu sob esta Lei e os direitos de um oleh sob a Lei da Nacionalidade, 5712-1952***, assim como os direitos de um oleh sob qualquer decreto, também serão válidos para filhos e netos de um Judeu, o cônjuge de um Judeu, o cônjuge do filho de um Judeu e o cônjuge de um neto de um Judeu, exceto para uma pessoa que tenha sido Judia e que voluntariamente mudou sua religião. 

(b) Será irrelevante se o Judeu, pelo direito do qual, se solicita um direito da seção (a) esteja ainda vivo ou não, tenha imigrado para Israel ou não 

(c) As restrições e condições prescritas a respeito de um Judeu ou um Oleh por ou sob esta Lei ou pelos decretos referidos na subseção (a), será também aplicado para uma pessoa que pede um direito sob a subseção (a). 


Definição 


4B. Para os propósitos desta Lei, "Judeu" é a pessoa nascida de mãe Judia ou que tenha se convertido ao Judaísmo e que não pertença a outra religião. 


Implementação e Regulamentação 


5. O Ministro do Interior é o encarregado pela implementação desta Lei e poderá regulamentá-la a sob qualquer aspecto relacionado a referida implementação e também para a concessão de Vistos de Oleh e Certificados de Oleh para menores de até a idade de 18 anos. 

Regulamentos para o propósito das seções 4A e 4B requerem a aprovação da Constituição, Legislação e Comitê Jurídico da Knesset. 

"Partilha da Palestina"

Decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas que, em 29 de novembro de 1947, criou um Estado judeu e outro árabe na então Palestina. Após o fim da II Guerra Mundial, todas as propostas para a criação de dois países na região fracassaram. Ao mesmo tempo, a Palestina vivia uma espiral de violência e instabilidade, o que contribuiu para levar os britânicos a desistirem de continuar administrando o território e entregarem à ONU a tarefa de achar uma solução para o impasse. Uma comissão especial, composta por delegados de 11 países, foi formada e enviada à Palestina. Em sua visita à região, a Unscop (Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina) reconheceu a necessidade de se obterconsenso, mas não vislumbrou nenhuma solução por falta de entendimento entre árabes e judeus. Na volta aos EUA, sete dos 11 delegados concordaram que a melhor solução passava pela criação de dois Estados, um judeu e um árabe, economicamente unidos, tendo Jerusalém como enclave internacionalizado. A Agência Judaica na Palestina ficou insatisfeita com o pequeno território que fora destinado aos judeus, e descontente por Jerusalém ter sido cortada do novo Estado. Mas a liderança judaica aceitou negociar. Os árabes rejeitaram qualquer acordo. Pelo rascunho final do plano de partilha, os judeus ficariam com a maioria do deserto do Neguev, a faixa costeira de Haifa até alguns quilômetros ao sul de Tel-Aviv e com uma pequena parte da Galileia Oriental. Aos árabes, foi concedida boa parte da Galileia, os territórios na Margem Ocidental do rio Jordão e uma parte da faixa costeira do sul de Tel-Aviv, até a fronteira com o Egito. Jerusalém e seu entorno seriam áreas que ficariam sob administração da ONU. A data de votação do plano foi marcada para novembro de 1947. Os dias que precederam a votação foram de intensas negociações. Após alguns adiamentos, o plano de partilha, sob o nome de "Resolução 181", foi finalmente ao plenário na noite de sábado, 29 de novembro de 1947. A sessão foi presidida pelo diplomata brasileiro Osvaldo Aranha. O plano foi aprovado por 33 votos a favor – incluindo o do Brasil –, 13 contra e 10 abstenções. A resolução deveria entrar em vigor a partir de 14 de maio de 1948, com o fim do mandato britânico. Mas tanto a população árabe da Palestina como os países vizinhos se recusaram a aceitar a decisão das Nações Unidas, dando o início às hostilidades que marcariam a Guerra da Independência de Israel (Fonte: Conib).

Fonte: