sábado, 15 de outubro de 2011

Comunidade judaica de Bagdá - rumo à Índia, Pérsia, Indonésia e Cingapura


Bagdá

A cidade de Bagdá, próxima ao reino da antiga Babilônia, tornou-se o centro do Califado por volta de 762 da era comum, transformando-se rapidamente em uma cidade esplendorosa. Acompanhando esse ritmo e valendo-se da tranqüilidade e do sistema de autogoverno que os califas lhes proporcionavam, as comunidades judaicas também vivenciaram um período de grande prosperidade e desenvolvimento. Sua afluente população incluía em seu seio banqueiros, médicos, engenheiros, astrônomos, lingüistas tradutores, entre outros.

Essa prosperidade atinge seu ponto culminante durante o reinado de Harun al-Rashid, no início do século IX. Nesse período, Bagdá viu aumentar seu contingente de estudiosos e senhores de grandes riquezas. Tornou-se um grande centro comercial, científico e artístico. Também nesse período para lá se transferiram os dois grandes centros educacionais judeus, as ieshivot de Sura e Pumbedita, cada uma liderada por um Gaon (eminência, em hebraico). O título usado pelos diretores das academias da Babilônia do séc. VI ao séc. XI denota a sua liderança espiritual como guardiões da tradição de autoridade emanada do Talmud Babilônico. Respondiam perguntas formuladas por judeus de todo o mundo sobre o significado dos textos talmúdicos, iniciando assim a célebre “literatura das Responsas”. Eram estes Gaonim que, ao lado do Exilarca, governavam todos os aspectos da vida comunitária.

Foi justamente a importância de Bagdá como centro de estudo judaico e de grande erudição o que fez com que a autoridade dos Gaonim fosse aceita pelos judeus do mundo todo. Os primeiros textos sobre leis e preceitos religiosos foram elaborados na cidade e de lá enviados para outras comunidades em diferentes países. O primeiro livro de rezas foi preparado especialmente para as comunidades da Espanha e do Cairo.

Essa autoridade suprema dos Gaonim em questões religiosas continuou até os séculos X - XI, quando surgiram novos centros de estudos judaicos na África do Norte, na Europa cristã e na Espanha moura. Segundo os historiadores, talvez uma das maiores contribuições do período gaônico tenha sido o desenvolvimento do método de ensino do Talmud, ainda utilizado nos tempos contemporâneos.

A história continua e sucedem-se os conquistadores. Em 945, a cidade de Bagdá é conquistada por muçulmanos shiitas, para ser depois tomada pelos turcos, por volta de 1058.

Assim que Bagdá foi atacada por conquistadores estrangeiros, iniciou-se um período de decadência e corrupção interna. A liderança judaica local também foi afetada e, apesar de a comunidade continuar a prosperar, houve um enfraquecimento da liderança espiritual. Somente no século XII, o poder do Exilarca volta a crescer junto ao califado. Um texto desse período revela a sua importância: “Cavaleiros, judeus e não judeus, escoltavam-no toda quinta-feira quando ele ia visitar o grande califa. Arautos seguiam à sua frente, proclamando: ‘Abram o caminho para o nosso senhor, o filho de David’. Ele está montado em um cavalo e veste roupas de seda...o califa se levanta e o encaminha ao trono...e todos os príncipes maometanos levantam-se diante dele”.

Segundo um relato de 1170 de Benjamim de Tudela, cerca de 40 mil judeus viviam pacificamente em Bagdá. A comunidade possuía 28 sinagogas e dez colégios religiosos. Outros relatos do mesmo período dão conta de que a comunidade judaica era composta por médicos, perfumistas, lojistas e acadêmicos, entre outras profissões.

A era áurea de Bagdá encerrou-se definitivamente com a conquista da região por Hulagu, um neto do Gengis Khan, em 1258. Os exércitos mongóis saquearam a cidade, massacrando, sem piedade, sua população. Se, inicialmente, os conquistadores preservaram a população judaica, até indicando um judeu para o cargo de governador supremo da Babilônia , a situação foi-se alterando à medida que os mongóis se convertiam ao islamismo.

A dominação continua se alternando entre persas e turcos. A população judaica a todos sobrevive, apesar de sua vida ter ora períodos de tranqüilidade, ora de perseguições.

Império Otomano

Na Baixa Idade Média (século XI ao XV) os otomanos, procedentes das regiões armênias, iniciaram destemidas conquistas. Em 1453, depois da tomar Constantinopla, conquistaram o Islã e suas grandes concentrações urbanas. Em 1534, os turcos-otomanos tomaram Bagdá, lá permanecendo por quatro séculos. Há poucas informações detalhadas sobre a mesma até meados do século XVI, quando grupos de judeus que fugiam da Inquisição refugiaram-se na outrora suntuosa cidade dos califas. Foi somente a partir dessa época que para lá retornaram em números significativos. Encontraram uma Bagdá bem diferente. Os institutos de estudos dirigidos pelos gaonim haviam desaparecido, assim como também o cargo de “Príncipe do Cativeiro”, com todas as honras garantidas pelos califas. Em seu lugar, foi instituído o cargo de Nassi, isto é, presidente da comunidade.

Bagdá, no entanto, ainda mantinha uma posição estratégica enquanto rota de comércio. Pela cidade passavam mercadorias vindas da Europa rumo ao Golfo Pérsico, além das caravanas que, atravessando o deserto de Alepo, na Síria, buscavam o Mediterrâneo e a Europa, garantindo-lhe o status de importante centro comercial. A cidade prosperava, levando consigo, nesse ímpeto, os judeus, cujas fortunas aumentaram consideravelmente durante o império turco-otomano.

Quando o sultão Suleimã, o Magnífico, entrou em Bagdá, em 1534, vinha acompanhado por um médico e vários estudiosos judeus. No entanto, apesar da tolerância do soberano, cada cidade tinha um governante local e o tratamento destinado à população judaica dependia de suas idéias e desejos. As perseguições das autoridades não eram, no entanto, o único problema enfrentado pela comunidade. As molés-tias e as intempéries climáticas também os afetavam. Em 1742, uma epidemia matou quase todos os mais importantes rabinos da cidade e os membros do Beth Din. O novo líder espiritual vindo de Alepo também caiu vitimado pela moléstia. Cinco famílias oriundas da mesma cidade conseguiram sobreviver e ajudaram a aumentar a população judaica local, que decrescera sensivelmente.

A Era Moderna

Assim sendo, em função das mudanças na relação entre judeus e governantes que variavam a cada novo califa, a partir do século XIX os judeus começaram a buscar outros locais para viver, entre eles a Índia, Pérsia e também Alepo, antes de finalmente chegarem à Europa e, posteriormente, às Américas. Os que permaneceram em Bagdá, porém, tentaram fazer reviver o brilho do passado, chegando a fundar um instituto de ensino superior, o Beth Zilkha, em 1840. Foi nesse local que estudaram rabinos que, anos mais tarde, deslocaram-se para outros países, no desempenho de sua função. Grande parte dos rabinos sefaraditas de Israel é oriunda do Iraque. A instrução, no entanto, manteve-se restrita a determinados círculos e o papel de difundir o ensino entre a população coube às escolas ocidentais, da rede da conhecida “Alliance Israélite Universelle”. Como resultado, o ensino laico substituiu gradativamente a educação religiosa.

No início do século XX viviam no Iraque mais de 80 mil judeus, dois terços dos quais em Bagdá. Em 1908, o governo turco fez uma série de reformas, concedendo aos judeus igualdade de direitos. A partir de então, poderiam ocupar cadeiras no parlamento e trabalhar em instituições públicas nas cidades de Bagdá, Basra e Mosul. Os mercadores ampliaram suas atividades e, pela primeira vez em sua história, a comunidade judaica da região vislumbrava um futuro no qual seus membros não mais seriam considerados “cidadãos de segunda classe”. Quando a Grã-Bretanha assumiu o mandato sobre a região, depois da Primeira Guerra Mundial, criou o Reino de Iraque. O rei Faisal, o novo monarca imposto pelo Mandato Britânico, concedeu liberdade religiosa, de educação e de trabalho para todos os judeus de Bagdá, os quais, segundo ele, tiveram papel determinante para o desenvolvimento e progresso da região. Constituíam cerca de 25% da população de Bagdá e controlavam o comércio da cidade. Muitos foram indicados para cargos de confiança no governo e outros tantos tornaram-se representantes no Parlamento e no Senado. No entanto, esse período de tranqüilidade para os judeus terminou com a morte do rei Fasal em 1932, um ano após a independência do Iraque.

A bonança terminou com a ascensão ao poder de seu filho Ghazi, que o sucedeu e não nutria os mesmos sentimentos pelos judeus. Coincidentemente, no mesmo período, Hitler chegava ao poder, sendo seu livro “Mein Kampf” traduzido para o árabe e uma embaixada alemã era aberta no Iraque. Rapidamente começaram as perseguições contra todas as minorias, não apenas a judia.

O governo de Ghazi foi vítima de um golpe de estado em 1936, mas o ódio contra a população judaica se perpetrou através dos anos, como decorrência da crescente simpatia oficial pelas idéias e táticas nazistas. Atentados a bombas contra instalações judaicas tornaram-se cada vez mais comuns, sob o pretexto de abrigarem atividades sionistas – o que era totalmente proibido no Iraque . Ademais, em 1939, Bagdá tornou-se o refúgio do abertamente anti-semita e totalmente pró-Alemanha Raschid Ali, o Grande Mufti de Jerusalém.

Em seu ápice, na década de 1940, a comunidade judaica do Iraque totalizava 130 mil pessoas, que despontavam em cargos governamentais, no comércio, na medicina e nas artes. Viviam, em sua maioria, em Bagdá, e a segunda maior concentração de população ocorria na cidade portuária de Basra. Nos anos que antecederam a II Guerra Mundial, mais da metade dos importadores e exportadores do Iraque eram judeus, segundo Itamar Levin, autor do livro “Locked Doors: The Seizure of Jewish Property in Arab Countries” (A portas trancadas: o confisco das propriedades de judeus nos países árabes). A comunidade orgulhava-se, também, de seus quatro grandes colégios judeus, que formava seus alunos em inglês, árabe, francês e hebraico.

Em 1941, simpatizantes do nazismo e do Grande Mufti incentivaram uma rebelião contra o governo iraquiano, partidário da Grã Bretanha. Derrotado, o Mufti fugiu para Berlim. Apesar da derrota e da repressão a seus adeptos, um violento pogrom tomou conta de Bagdá. As tropas britânicas na região recusaram-se a intervir, alegando não ter recebido ordens para tal. Foi uma das datas mais sangrentas na história de violência contra a população judaica do país. Cerca de 180 pessoas foram assassinadas e mais de mil feridas por uma multidão armada, com a complacência da polícia e do exército. A violência desses eventos levou muitos judeus a deixaram o Iraque, rumo à Índia, Pérsia, Indonésia e Cingapura, onde, graças a seus contatos comerciais, algumas comunidades de judeus iraquianos conseguiram estabelecer-se. 

FONTE:

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

JUDEUS JAPONESES - SABORES & LEMBRANÇAS


ELIANA R. DIDIO

Ano que vem a imigração japonesa faz 100 anos da chegada ao Brasil. Vai ser um ano intenso de festas a começar em fevereiro com uma escola de samba usando o tema como enredo. Como tenho participado de eventos de culinária japonesa, percebi algumas semelhanças culturais com a religião judaica muito interessantes, que vou discorrer mais para frente.
Vamos conhecer um pouco dessa ligação judaica-japonesa.
Quando pensamos nas 10 tribos perdidas será que as ligamos ao Japão? Mas, entre tantos monumentos budistas, shintoístas e templos, encontramos uma comunidade no Japão tendo como herança a esperança, desespero e sacrifícios, a guerra e o esforço, não muito diferentes de outras comunidades judaicas.
Isto nos leva à comunidade de Tókio, sobreviventes das cinzas da vitória aliada. Provavelmente havia mais judeus após a ocupação americana pós-guerra do que ao longo da história. Embora a ocupação termine em 1952, uma presença militar americana persiste com as forças armadas baseadas em Okinawa as well as em outras facilidades. Em conseqüência, os judeus americanos, homens e mulheres, acabam ficando no Japão, fazendo parte de sua continuidade.
Embora alguns pensem que os judeus são passado no Japão, o país tem sua própria identidade judaica. Aqui encontramos laços significativos com a comunidade japonesa. Atualmente as comunidades judaicas de Tokyo e de Kobe fazem o possível para os judeus de muitas partes diferentes, sejam eles professores de povos ingleses, visitantes a negócio, estudantes itinerantes e viajantes, negociantes israelis da jóia, ou turistas americanos. Observam festivais e feriados, mantêm o Sabbath e preservam seus laços à comunidade e à sua fé.

Embora os viajantes judeus fossem conhecidos por terem entrado no Japão com os comerciantes portugueses e holandeses no século XVI , os judeus não se estabeleceram permanentemente em Japão até após a chegada do Commodore Perry lá em 1853. O primeiro assentamento judeu veio a Yokohama - perto de Tókio - em 1861. O cemitério judaico só teve lugar quatro anos mais tarde. Por volta de 1895 esta comunidade, que se tornou aproximadamente 50 famílias, podia dedicar à primeira sinagoga do Japão.
Com um porto japonês significativo, a cidade era mais acessível aos judeus que fugiam dos pogroms Russian.
A comunidade de Nagasaki, com aproximadamente 100 famílias, era logo maior do que essa em Yokohama. A Beth Israel Sinagoga - que se usou ser descrita nos cartões de cumprimento de Rosh Hashanah vendidos na sinagoga de Tókio -, foi construída em 1894.
Há também uma seção hebraica no cemitério dos seus estrangeiros. Embora a comunidade de Nagasaki fosse considerada como ativa, durante a guerra russo-japonesa de 1904-5 a comunidade desintegrou-se, passando seu scroll de Torah aos judeus de Kobe, um grupo de soldados judeus que foram reconhecidos como prisioneiros de guerra e tinham participado no exército e na volta Russian do Czar de 1905. Um dos membros deste grupo era Joseph Trumpeldor, que perdeu um braço durante a guerra russo-japonesa e com muito atraso foi transformado em um dos heróis genuínos do movimento sionista para seu papel na formação das forças judaicas da defesa em Palestina.
O terremoto de 1923 que destruiu a maioria de Tókio teve um efeito devastador também na vida judaica no Japão. Até esse tempo a comunidade judaica, a mais ativa no Japão, estava em Yokohama. Depois do terremoto a comunidade moveu-se para Kobe, que passou a ter, então, aproximadamente 50 famílias.
A comunidade de Kobe foi composta pela maior parte dos judeus da Rússia, do Oriente Médio e da Alemanha. Na maioria de casos, os judeus russos tinham chegado ao Japão através da cidade de Manchurian de Harbin, que teve três sinagogas, uma escola judaica e uma população de aproximadamente 30.000 judeus.
Também chegaram judeus orientais do Iraque, Síria e Yemen, Irã e de outras áreas da Ásia central e oriente médio.
Talvez a família mais proeminente entre eles seja os Sassoons, sabido como o “Rothschilds do leste”. Alguns foram ao Japão por razões econômicas, outros pelo desenvolvimento.
Tókio se transformou num centro importante para a comunidade judaica. A comunidade de Tókio tem um perfil mais elevado do que Kobe e a presença da Embaixada israelense na capital também pode dar aos membros algumas oportunidades adicionais para atividades cultural e sociais.
A comunidade do Japão é filiada ao congresso judaico no mundo. Além da sinagoga, abriga uma escola judaica, uma biblioteca e atividades recreativas.
As noites de Shabat são feitas através de refeição comum kasher. Na comunidade de Kobe há um rabino permanente americano. As refeições do Shabat são feitas por um cozinheiro kasher.
Esse é um pequeno relato da formação da comunidade judaica do Japão.
Estive há pouco mais de 2 semanas num evento da Faculdade de gastronomia UNIP, através do meu mestre, mentor, amigo, professor Carlos Ribeiro, por quem eu tenho uma grande admiração e que me trouxe de volta as minhas raízes através de palestras e aulas me oferecidas para dar, culminando numa pessoa que está se especializando na culinária judaica e kasher, tentando através dela que a religião siga em frente ou atraia de volta quem está afastado por qualquer razão. Falando do evento, o professor Carlos trouxe pessoas da Câmara Brasil-Japão para dar palestras, teve show de música, tamboe e, lógico, um show á parte dos alunos da UNIP na gastronomia do Japão. Mas além de tudo isso que valeu uma bela noite, tomei conhecimento de um costume que me lembrou o muro das lamentações. Todo ano, no mês de Julho, as pessoas no Japão e até fora dele que seguem o ritual, pega um papel que já foi escrito anteriormente e dobrado, e o coloca numa árvore como foi feito no evento, mas originalmente no bambu. Esse papel contém pedidos e desejos.
FESTIVAL TANABATA
O Festival das Estrelas - A lenda por trás do Festival das Estrelas
Há cerca de quatro mil anos, os chineses criaram uma história, inspirados nas estrelas Vega e Altair. Relata a lenda de uma certa princesa Orihime e seu amado Kengyu, podendo o casal se encontrar uma vez por ano, num dia do mês de Julho. Assim surge a lenda e estória que neste dia as pessoas fazem pedidos e desejos no tanzaku (papeleta colorida) e amarra no bambu para que possa realizá-los.
Nos dias de Tanabata Matsuri, as pessoas escrevem seus desejos em papéis coloridos chamados Tanzaku e os penduram em ramos de bambus enfeitados.
Segundo a crença, os pedidos feitos aos deuses do fundo do coração, serão atendidos.
A festa dura dois dias e no final dela os papeizinhos são queimados, para que os pedidos cheguem às estrelas.
Em agradecimento à dádiva recebida, a princesa e o pastor de ovelhas atendem aos pedidos feitos em papéis coloridos e pendurados (tanzaku) em bambus (sassadakes). Cada cor significa um pedido: branco (paz), rosa (amor), vermelho (paixão), verde (esperança) e azul (saúde).
Essa festa me lembra do costume de colocar papel com pedidos no Muro das lamentações, sem conotação religiosa e sim apenas costumes parecidos.
Outro costume que me lembrou o judaísmo é o lavar as mãos antes da Cerimônia do Chá. A Cerimônia do Chá ou Chanoyu, também conhecido como Chado (Caminho do Chá), é um passatempo estético no Japão, que é a arte de servir e beber o "matcha", um chá verde pulverizado. Existe todo um ritual e respeito para com a cerimônia.
Antes de começar a cerimônia, os convidados são então levados para o roji, um jardim interno onde poderão lavar as mãos em um tsukubai, vasilha de pedra cheia de água fresca, própria para essa função, jogando em cima de cada mão um pouco de água.
LEMBREM- SE : não estou falando de semelhanças religiosas e sim de semelhanças de costumes.

Vamos á parte gostosa da matéria.
SUSHI
Futomaki, kossomaki, niguirizushi, oshizushi, uma das variações do sushi, que é hoje em dia o parto mais famoso da culinária japonesa, antes só uma forma de conservação dos peixes. Normalmente, a carne era prensada com sal e fermentava por alguns dias antes de ser consumida. Somente há 100 anos começou a ganhar status de comida.
Mas para preparar esse prato não basta apenas saber cozinhar. Fazer sushi é quase uma arte. O tamanho deve ser exato para as pessoas comerem de uma vez só, como fazem os melhores sushimen. O corte do peixe também precisa ser minucioso, deve ter cerca de 4mm, feito na diagonal, da direita para a esquerda, e com a faca inclinada em 30 graus. A mão e a faca devem estar úmidas para que os ingredientes não grudem.
Umas das formas de fazer o sushi:
Sushi enrolado (maki-zushi) – há inúmeras variações desse tipo de sushi e cada chef cria suas próprias especialidades. A forma mais simples consiste em uma folha de alga marinha (nori) coberta com arroz sobre o qual se põe uma ou mais recheios. Com a ajuda de uma esteirinha de bambu (sudare), é feito um rolo que é fatiado em rodelas. Os rolos finos são chamados de hoso-maki; os grossos. Com muitos recheios, de futo-maki. Sushis enrolados ao contrário, com o arroz por fora se chamam uramaki.
GYUNIKU TO BUROKKORIN NO ITAME-NI

INGREDIENTES
200 g de alcatra cortada em fatias bem finas (parte posterior da alcatra)
300 g de brócolis
100 g de cogumelos
2 dentes de alho médios
2 colheres (sopa) (30 ml) de óleo
1 colher (sopa) (15 ml) de saquê
1 colher (sopa) (15 ml) de vinagre de arroz
1 colher (sopa) (15 ml) de óleo de gergelim
1 colher (sopa) (15 ml) de água
1 colher (sopa) (15g) de açúcar
2 colheres (chá) de maisena (amido de milho) dissolvida em um pouco dágua.
MODO DE PREPARO
Com uma faca afiada, corte as fatias de alcatra em pedaços pequenos e uniformes. Lave os brócolis em água corrente, corte os talos e separe-os em buquezinhos. Lave também os cogumelos em água corrente, corte os talos e divida-os ao meio no sentido de comprimento. Corte os dentes de alho em fatias bem finas.
Numa panela grande, coloque o óleo, leve ao fogo médio e deixe aquecer. Junte as fatias de alho e frite, mexeu de vez em quando, por alguns minutos ou até ficarem levemente douradas.
Acrescente as fatias de cogumelo á panela onde está o alho e frite rapidamente, somente até ficarem bem envoltas no óleo. Junte os pedaços de alcatra á misture e frite por alguns minutos, mexendo sempre, até a carne mudar de cor.
Adicione o saquê, o vinagre de arroz, o óleo de gergelim, a água e o açúcar á panela e misture bem. Acrescente os buquezinhos de brócolis, misture bem e deixe ferver novamente.
Tampe a panela e cozinhe sempre em fogo médio, por cerca de 5 minutos ou até os pedaços de carne ficarem macios, regando de vez em quando com o caldo de cozimento no fogo até reduzir e ficar espesso.
Regue os pedaços de carne e os legumes com o caldo do cozimento ainda quente e leve à mesa imediatamente.
Rendimento – 4 porções
Referências: Guia de Restaurantes Japoneses, São Paulo 2006
O livro do Sushi, Kotsuji Yamamoto e Roger Hicks
Livro: O Gosto Brasileiro - as mais famosas receitas das nossas avós, Cozinha japonesa, Editora Globo, 1993.
*Eliana Rebeca Rosebaum Didio
Pós-graduada Docência em Gastronomia – Hotec
http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br

Israel e Hamas acertam data de trocade presos

Noam Shalit, pai do soldado israelense, acena ao chegar em Mitzpe Hila, onde a família vive - Ancho Gosh/Reuters

JERUSALÉM - O acordo de troca de 1.027 prisioneiros palestinos pelo cabo israelense Gilad Shalit, firmado entre Israel e o Hamas, tem um cronograma cuja implementação começa na semana que vem. Shalit deve ser solto entre terça e quarta-feira, enquanto 450 prisioneiros árabes deixarão as cadeias israelenses. O restante dos palestinos seria libertado em uma segunda leva, dentro de até dois meses.
O serviço penitenciário de Israel divulgará no domingo uma lista de 450 nomes de presos que serão soltos na primeira fase da troca. A leiisraelense prevê que qualquer libertação de detentos tem de ser anunciada com 48 horas de antecedência.
Na terça ou quarta-feira, Shalit deve cruzar a fronteira da Faixa de Gaza com o Egito. Ao lado da Alemanha, o governo egípcio foi um dos mediadores do pacto entre israelenses e líderes do Hamas, que conduziram secretamente as negociações no Cairo.
O cabo israelense foi capturado em 2006, quando tinha 19 anos, e mantido incomunicável desde então. Durante o cativeiro, o Hamas divulgou uma carta e um vídeo de Shalit. Ontem, os pais de Shalit, Noam e Aviva, desmontaram a tenda sob a qual há meses acampavam, diante da residência do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Sem falar com a imprensa, foram para sua casa, no norte de Israel.
Sem líderes históricos
Na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém, milhares de famílias palestinas aguardavam a divulgação da primeira lista dos presos a serem libertados. “Ficaremos cautelosos até o fim. Israel pode recuar a qualquermomento”, disse Mohamed Salama, cujo irmão está preso em território israelense, acusado de ter sido o mentor de um ataque que matou 70 civis, em 1996.
A lista de prisioneiros não inclui líderes históricos da causa palestina, como Marwan Barghuti, um dos mais populares integrantes do Fatah, e Ahmed Saadat, secretário-geral do grupo marxista Front Popular pela Libertação da Palestina (FPLP)
Com Reuters e Efe
Coisas  Judaicas - יהודית דברים
Fonte:

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Por que comemora-se Sucot no mês de Tishrei - Data Hebraica: 15 de Tishrei de 5772 Data: 13 / Outubro / 2011


Aos judeus foi ordenado trocarem suas moradas por Sucot (cabanas) no dia 15 do sétimo mês do calendário judaico, Tishrei, em lembrança às Sucot nas quais D'us os instalou quando saíram do Egito. Entretanto pode-se perguntar: o Êxodo do Egito ocorreu em Nissan; seria, portanto, mais adequado lembrar o evento na sua época original - Nissan. Por que fomos ordenados a observar Sucot em Tishrei? Inúmeras razões foram dadas.
Durante Nissan, mês da primavera em Israel, o clima fica mais quente, usualmente saímos para ficar em cabanas. E é exatamente em Tishrei que as pessoas voltam a ficar em casa devido às chuvas e ao frio das noites. Portanto, quando neste período os judeus residem em tendas, fica claro perante todos que isto está sendo feito para servir a D'us e cumprir Sua vontade, como está escrito: "A fim de que as gerações saibam."
Nossos sábios também responderam à pergunta por que observamos Sucot depois de Yom Kipur: Em Rosh Hashaná D'us julga todos os habitantes do mundo; em Yom Kipur Ele sela o julgamento. E uma vez que possa ter sido decretado que Israel vá ao exílio, erigimos a sucá.
Outras razões foram apontadas pelas autoridades judaicas. Não comemoramos as nuvens de glória que rodearam o povo judeu quando da saída do Egito, uma vez que desapareceram com o pecado do bezerro de ouro. Comemoramos somente as nuvens de glória que retornaram - depois de Yom Kipur - e que continuaram durante os quarenta anos de permanência do povo no deserto.
Depois de Israel ter pecado com o bezerro e do desaparecimento das nuvens de glória, Moshê (Moisés) subiu aos Céus três vezes. Ao descer pela terceira vez, trouxe para Israel a mitsvá de erigir o Mishcan - Tabernáculo, como uma prova de que D'us havia se reconciliado com o povo e a partir de então iria habitar em nosso meio.
Em Yom Kipur, Moshê desceu do monte. No dia seguinte, está escrito: "Moshê reuniu toda a congregação dos filhos de Israel e disse... tomai de vós uma oferenda para D'us." Nos dois dias seguintes - dia 12 e 13 de Tishrei - eles trouxeram suas contribuições. No dia 14 de Tishrei, os artesãos que construíram o Mishcan receberam todas as contribuições de Moshê. No dia 15, começou a construção e, então, as nuvens de glória retornaram e formaram uma sucá - uma cobertura protetora - sobre o acampamento de Israel.
Conseqüentemente, determinou-se que ficássemos em tendas naquele dia. Da mesma maneira que D'us, por assim dizer, deixou os Céus e fez Sua Presença repousar no seio dos filhos de Israel, assim Israel mostra a D'us que também deixam suas casas e permanecem com Ele, numa sucá - na sombra protetora de Sua fé.
Durante os Dias de Reverência, de Rosh Hashaná a Yom Kipur, Israel pede perdão pelos pecados de todo o ano. Mas apesar do arrependimento ser aceito e os pecados perdoados, ainda nos preocupamos com pecados no passado. Normalmente, uma pessoa arrependida se sente como se não pudesse encontrar lugar no mundo. D'us então nos diz: "Desde que não conseguem encontrar um lugar, devido ao seu sentimento de culpa, Eu lhes farei um lugar. Venha a Mim e encontre proteção na Minha sombra - na sucá da Minha paz."

FONTE:

sábado, 8 de outubro de 2011

SUCOT - Data Hebraica: 15 de Tishrei de 5772 Data: 13 / Outubro / 2011



A FESTAS DAS CABANAS

Um período alegre é iniciado com a festa de Sucot, compensando o solene período de Rosh Hashaná e Yom Kipur.
Há mitsvot nas quais utilizamos apenas algumas partes de nosso corpo, por exemplo: a mitsvá de tefilin, filactérios, que envolve o braço e a cabeça; tefilá, prece, envolve a mente e o coração e assim por diante. Em Sucot, temos uma mitsvá (preceito) singular, que é a construção de uma sucá; a única mitsvá que literalmente envolve a pessoa de corpo inteiro, com suas vestes materiais.
A sucá nos lembra das Nuvens de Glória que rodearam nosso povo durante sua peregrinações pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Todos então viram a especial proteção Divina, que D'us lhes concedeu durante aqueles anos difíceis. Mas embora as Nuvens de Glória desaparecessem no quadragésimo ano, na véspera da entrada na Terra de Israel, nunca cessamos de acreditar que D'us nos dá Sua proteção, e esta é a razão de termos sobrevivido a todos nossos inimigos em todas as gerações.



A SUCÁ
Para que o judeu não se esqueça de seu verdadeiro propósito na vida, D'us, em Sua infinita sabedoria e bondade, nos faz deixar nossas casas confortáveis nesta época, para habitar numa frágil sucá, cabana, por sete dias.
A sucá nos lembra que confiamos em D'us para nossa proteção, pois a sucá não é nenhuma fortaleza, nem ao menos fornecendo um telhado sólido sobre nossa cabeça. Lembra-nos também de que a vida nesta terra é apenas temporária.

AS REFEIÇÕES NA SUCÁ




Durante a festa de Sucot, os homens devem comer diariamente numa sucá (cabana) especialmente construída para este fim. Nestes sete dias, não é permitido comer fora da sucá qualquer refeição que contenha pão ou massa. Há aqueles que não costumam beber nem ao menos um copo de água fora da sucá.
Nos primeiros dois dias e noites da festa, o kidush, prece sobre o vinho, antecede a refeição. Nas duas primeiras noites, é obrigatório comer na sucá ao menos uma fatia de pão (além do kidush), mesmo que esteja chovendo. Nos outros dias, se chover, é permitido fazer as refeições dentro de casa.


Confiança em D'us



Refletir sobre a sucá nos dá uma ampla visão do significado de fé em D'us e da extensão de Sua Divina Providência. Vamos para a sucá durante a Festa da Colheita depois de haver colhido o fruto dos campos.
Se uma pessoa recebeu a bênção Divina e sua terra produziu com fartura, seus estoques e adegas estão repletos, alegria e confiança preenchem seu espírito - aí a Torá a leva a abandonar a casa e residir em uma frágil sucá, para ensina-la que nem riquezas, nem posses, nem terras são proteções na vida; somente D'us é que sustenta, mesmo os que habitam em tendas e cabanas e oferece uma proteção de confiança.
E se alguém está empobrecido e seu trabalho não conheceu a bênção Divina; se a terra não deu o seu produto, se o fruto da árvore não foi armazenado em celeiros e se está incerto e temeroso ao encarar o perigo da fome nos dias de inverno que se aproximam, também encontrará repouso para seu espírito na sucá.
Lembrará como D'us hospedou-nos em Sucot no deserto; nos sustentou e nos abasteceu, não nos deixando faltar nada.
A sucá o ensinará que a Divina Providência é segurança melhor do que qualquer bem material, pois não abandona os que verdadeiramente crêem em D'us. A sucá o ensinará a ser forte e corajoso, feliz e tranqüilo, mesmo na aflição e na dificuldade.


FONTE:





sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Abençoando os Filhos




Por Lori Palatnik

 
 
É um lindo costume abençoar seus filhos toda sexta-feira à noite; é um momento repleto de amor e significado, especialmente quando você entende a fonte por trás dessa tradição.

A bênção para filhos
Um momento mágico, eterno, de conexão para pais e filhosYaacov foi um dos Patriarcas do povo judeu. Teve 12 filhos que se tornariam os líderes das 12 tribos de Israel. O penúltimo filho era Yossef, que teve dois filhos, Efraim e Menashe.

Pouco antes de Yaacov falecer, ele chamou todos os filhos para uma bênção final. Como uma recompensa especial para Yossef, que permaneceu justo durante toda a provação do exílio, ele convoca primeiro seus dois filhos e lhes dá uma bênção especial, bem como duas porções da Terra de Israel.

Naquele dia Yaacov os abençoou, dizendo: "No futuro, Israel (o povo judeu) usará vocês como uma bênção. Eles dirão: ‘Que D'us te faça como Efraim e Menashe’. (Bereshit 48:20)

A bênção de Yaacov foi que eles seriam uma bênção, um exemplo para o povo judeu o tempo todo. A partir daquele dia, eles se tornariam modelos para os filhos judeus em toda parte, pois representavam qualidades a serem eternamente imitadas.

Quais eram essas qualidades?

Efraim e Menashe foram os primeiros irmãos entre os nossos antepassados a viverem sem rivalidade. Antes deles vieram Yitschac e Ishmael, Yaacov e Essav, e, obviamente, os irmãos de Yossef que o venderam como escravo – todos relacionamentos permeados de conflitos e competição.

Efraim e Menashe foram irmãos que viveram em harmonia, pois sua vida foi o maior exemplo de trabalhar para o bem da sua comunidade e do seu povo. As decisões não eram baseadas em "O que é bom para mim?" mas sim em "O que é bom para o povo judeu?" Preocupações com o ego foram deixadas de lado em favor de algo maior.

As palavras do rei David soam verdadeiras: "Como é bom e agradável os irmãos se sentarem pacificamente juntos" (Tehilim 133:1). Esta é a esperança que D'us acalenta para todo o povo judeu.

Além disso, dos 12 filhos e suas famílias, estes foram os únicos a crescer até a maturidade fora da Terra de Israel. Porém apesar das grandes dificuldades, eles permaneceram firmes em seu apego ao Judaísmo.

Não podemos garantir sempre que nossos filhos não serão expostos a um ambiente negativo. Portanto, damos a eles a bênção para serem como aqueles que não foram tentados pelo ambiente imoral e mantiveram seu comportamento ético e justo.

Assim as qualidades mostradas por Efraim e Menashe foram unidas em sua busca pelo bem de todos, e também para possuir a força de caráter para manter os calores judaicos num ambiente não-judeu – e se tornaram a referência para a criação de filhos até milênios mais tarde.

A bênção para filhas

Sarah, Rivca, Rachel e Lea… as mães do povo judeu. Cada uma delas possuiu qualidades únicas que desempenharam papel essencial na força e futuro da nação. Porém houve algo mais que todas elas partilharam, algo que as mulheres judias de todos os tempos devem se esforçar para imitar.

Cada uma delas viveu sabendo que a suprema realização é permitir que os outros realizem seu potencial como indivíduo e como membros do povo judeu. A Torá está repleta de narrativas dessas mulheres, registrando suas opiniões, sua natureza doadora, sensibilidade, liderança e habilidade especial de inspirar os outros. Além disso, todas as matriarcas foram mulheres notáveis e justas, procedentes de lares de pessoas perversas – aquilo que hoje chamamos de "um mau ambiente".

Um exemplo disso é a história das irmãs Rachel e Lea. Um dia entrou na vida delas um homem chamado Yaacov, destinado a ser um dos pais do povo judeu. Yaacov apaixonou-se por Rachel e pediu a Laban, pai da moça, sua mão em casamento. Laban concordou mas, no último instante, disse às filhas que seria Lea a casar-se com Yaacov.

Rachel poderia ter reagido com ressentimento e ciúme, mas em vez disso ajudou Lea a casar-se com Yaacov, pois reconheceu que sua irmã precisava fazer isso para cumprir seu propósito na vida e tornar-se uma das matriarcas do povo judeu.

Este ato de doação altruísta, no qual as necessidades da pessoa (que podem ser tão importantes como as nossas) têm prioridade, é a qualidade que Rachel e as outras mães do povo judeu realmente exemplificaram.

Porém não se tratava apenas de auto-sacrifício, pois Rachel sabia que fazer a coisa certa, permitir que Lea tomasse seu lugar, era bom para sua própria realização. Pois quando damos a outros que precisam de nós e os ajudamos a realizar seu potencial, isso preenche nossas próprias necessidades e nossos desejos de crescer.

Observamos isso hoje em nossos relacionamentos, seja com amigos ou no local de trabalho. Quando as necessidades de outros são nossa prioridade, nosso próprio senso de ser é incomensuravelmente aumentado, e nossos relacionamentos se tornam mundos de doação, onde florescem o amor e a auto-estima.

Todas estas mulheres partilharam um relacionamento especial com o Todo Poderoso, e usaram os dons que Ele lhes deu para o bem de outros e para o povo judeu. Quando abençoamos nossas filhas na sexta-feira à noite, estamos pedindo a D'us para dotá-las com as qualidades de suas ancestrais, e nos lembramos o que é a verdadeira doação.

Como fazer

1 – Há costumes diferentes em casas diferentes. Algumas pessoas se levantam e vão até o lugar onde estão os filhos, outras chamam os filhos para ir até elas. Em algumas casas o pai dá a bênção a cada filho; em outras são ambos os pais.

2 – Qualquer que seja o caso, a mão é colocada sobre a cabeça da criança e a bênção apropriada é recitada para as meninas e para os meninos.

3 – Em seguida, é simpático sussurrar algo pessoal no ouvido da criança, elogiando algo que ela tenha feito durante a semana. É seu momento especial com seu filho – use-o como uma maneira de estabelecer uma conexão pessoal.

É costume recitar a mesma Bênção com a qual os Cohanim abençoam o Povo de Israel, imediatamente antes do início do jejum:

“Vaidaber Ado-nai el Moshê lemor.
Dabêr el Aharon veel banáv lemor:
Co tevarechú et benê Israel, amor lahém.
Yevarechechá Ado-nai veyishmerecha
Yaêr Ado-nai panav elecha vichuneca
Yissá Ado-nai panav elecha veiassêm lechá shalom”


Tradução:
“Que Hashem te abençoe e te guarde.
Que Hashem faça resplandecer Seu semblante sobre ti e seja gracioso contigo.
Que Hashem volte Seu semblante para ti e te conceda paz.”

Para o filho acrescenta-se:

Yesimecha Elo-him lê Efraim vechi-Menashe.

“Que D'us te faça como Efraim e Menashe”.

Para a filha, acrescenta-se:
Yesimech Elo-him ke-Sara, Rivka, Rachel vê Lea
“Que D'us te faça como Sarah, Rivca, Rachel e Lea”.

FONTE:

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

“Valsa com Bashir” criaram um curta-metragem sobre a vida de David Ben-Gurion


Os produtores do filme de animação israelense “Valsa com Bashir” criaram um curta-metragem sobre a vida de David Ben-Gurion (1886-1973), um dos fundadores e primeiro primeiro-ministro de Israel. O vídeo serve como guia para o público que visita o Ben-Gurion Heritage Institute, em Israel. Intitulado “Ben-Gurion Hosting” (“Ben-Gurion acolhe os visitantes”), foi produzido com uma doação da comunidade judaica de Ottawa (Canadá), com o objetivo de conectar os jovens judeus à história de Israel. O enredo foi totalmente baseado nos diários e documentos deixados por Ben-Gurion e mostra sua forte ligação com o deserto do Negev, onde ele morou nos últimos anos de sua vida. O filme será exibido na entrada da casa de Ben-Gurion, no kibutz Sde Boker. Assista ao “trailler”, acesse aqui (fonte: Conib/Jerusalém Post).

Fonte: