quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sobre ser judeu – sem piadas


Por Mel Brooks
 
Posso estar irado com D'us ou com o mundo, e estou certo de que grande parte das minhas comédias é baseada em fúria e hostilidade… Isso vem de uma sensação de que como judeu e como pessoa, eu não me encaixo na média da sociedade americana.

Sentir-se diferente, sentir-se alienado, sentir-se perseguido, sentir que a única maneira de você lidar com o mundo é rindo – porque se você não ri, vai chorar e nunca parar de chorar – isso provavelmente é responsável por os judeus terem desenvolvido tanto senso de humor. O povo que teve o maior motivo para chorar aprendeu, mais que qualquer outro, a rir.

Baseado nas conquistas dos indivíduos judeus, nos ganhadores do Prêmio Nobel e nos heróis da cultura moderna, bem como na quantidade de atenção que os judeus recebem da mídia, você jamais acreditaria nas respostas certas: há pouco mais de 13 milhões de judeus no mundo, o que compreende menos de 1⁄4 de 1% da população mundial!!!

Você acha que é apenas uma coincidência? Vinte e um por cento dos ganhadores do Prêmio Nobel foram judeus, embora eles formem menos de um quarto de um por cento da população do mundo. Escolha qualquer área, e você verá que os judeus se destacaram nela.

Pense nos nomes de muitas figuras dos tempos atuais, responsáveis pelas maiores conquistas intelectuais da história – MARX, FREUD, EINSTEIN – e encontrará prova do veredicto bíblico: “Certamente este é… um povo sábio e inteligente.” Simplesmente não há maneira de negar isto.

Os judeus são realmente inteligentes. Deve haver um motivo – e posso dar-lhe três:

HEREDITARIEDADE, AMBIENTE e UM SISTEMA ÚNICO DE VALORESHEREDITARIEDADE – Os historiadores têm destacado uma fascinante diferença entre judeus e cristãos. No Cristianismo, bem como em muitas outras religiões, a santidade foi identificada com ascetismo, grande espiritualidade com a prática do celibato. Durante séculos as mentes mais notáveis entre os cristãos foram convidadas a entrar para a igreja e se tornarem sacerdotes. Isso efetivamente condenou sua herança genética de inteligência a um fim prematuro.

Os judeus, por outro lado, levaram muito a sério o primeiro mandamento da humanidade – serem frutíferos e se multiplicarem. O sexo nunca foi visto como pecaminoso, mas sim como uma daquelas coisas criadas por D'us que Ele certamente deve ter tido em mente quando declarou, ao rever Sua obra: “Veja, tudo era muito bom.”

Entre os judeus, os mais inteligentes foram encorajados a se tornarem líderes religiosos. Como rabinos, eles tinham de servir como modelos para seus congregantes como procriadores e “pais de seus países.” A inteligência foi passando de geração em geração, e os judeus de hoje ainda estão colhendo os benefícios de seus ancestrais.

AMBIENTE – Se desafio e reação são as chaves para a criatividade e realização, não admira ps resultados para a mente; eles têm sido desafiados mais que qualquer outro povo na terra. A escola da dureza é um maravilhoso professor. Os judeus não tiveram escolha exceto aprender a serem melhores que os outros, pois as probabilidades eram sempre contra eles.

UM SISTEMA ÚNICO DE VALORES – Ainda não abordamos o motivo mais importante de todos. Os judeus são inteligentes porque foram criados numa tradição que valoriza a educação acima de tudo, que considera o estudo a maior obrigação da humanidade, e que identifica o intelecto como a parte de nós “criada à imagem de D'us.” Ser analfabeto era impensável no mundo judaico, não apenas porque era um sinal de estupidez, mas, principalmente, porque era um pecado.

Os judeus são obrigados por lei a ler a Torá inteira todo ano, dividindo-a em seções semanais. O costume largamente seguido era quando uma criança completava três anos de idade, devia escrever com mel as letras do alfabeto hebraico, e fazer a criança aprendê-las enquanto as lambia, comparando seu significado com o sabor da doçura.

Os judeus estudavam o midrash, e lhes é ensinado: “A Espada e o Livro vieram juntos do Céu, e o Eterno disse: ‘Guarde o que está escrito neste livro ou seja destruído pelo outro.’”

O Tevye filosófico, aquela deliciosa criação do escritor yidish Shalom Aleichem e estrela de Um Violinista no Telhado, explicou que os judeus sempre usam chapéus porque nunca sabem quando serão forçados a viajar. O que ele não disse, que provavelmente é mais importante, é que eles sempre asseguram de ter algo debaixo dos chapéus e dentro da cabeça – porque as posses físicas podem ser tiradas deles, mas aquilo que acumularam na mente sempre vai permanecer como a maior “mercadoria” que um judeu possui.

E você achava que Mel Brooks era apenas um homem engraçado.

Mel Brooks, nome artístico de Melvin Kaminsky (Nova York, 28 de junho de 1926), é um ator e cineasta americano de origem judaica. Uma das poucas pessoas que receberam um Oscar(prêmio do cinema), um Grammy (prêmio de música), um Emmy (prémio de TV), e um Tony (prêmio de teatro). Os maiores em cada categoria.

Algumas de suas frases célebres:

"Mau gosto é simplesmente dizer a verdade antes que devessem ser ditas."

"Olha, eu não quero parecer filosófico, mas vou dizer que se você estiver vivo tem que bater os braços e pernas, tem que pular muito, pois a vida é exatamente o oposto da morte, e, portanto, você deve pelo menos pensar barulhento e colorido, ou você não está vivo. "

"Aquele que hesita é pobre."

"Humor é apenas mais uma defesa contra o universo."
 

FONTE:

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Curitiba vai ganhar Museu do Holocausto


No dia 20 de novembro, a capital paranaense ganhará um Museu do Holocausto, o primeiro do Brasil dedicado ao tema - idealizado pelo empresário Miguel Krigsner. Ele ficará no Centro Israelita do Paraná, onde também foi inaugurada, em setembro, uma nova sinagoga. O espaço terá pouco mais de 300 metros quadrados. “Grande parte da comunidade de Curitiba é formada por sobreviventes do Holocausto ou seus descendentes. Conseguimos doações com eles e também entramos em contato com o Memorial de Auschwitz, na Polônia, e com museus pelo mundo”, conta a cientista política Denise Hasbani, que é professora de História Judaica e participou do desenvolvimento do projeto. Entre as doações constam fotos, uma carta enviada do Gueto de Varsóvia e dois objetos usados para identificar os judeus no período: uma estrela de tecido amarelo, que deveria ser pregada na roupa, e um passaporte carimbado com a letra “j”. Há também um jogo criado para ensinar às crianças do gueto de Terezín, na antiga Tchecoslováquia, como seriam suas vidas lá dentro sem os pais por perto.
Fora isso, um painel especial lembrará a “Noite dos Cristais”, em 1938, quando várias sinagogas e vitrines de lojas foram atacadas por nazistas, e judeus foram mortos ou enviados para campos de concentração. Junto ao painel haverá a reprodução de uma foto e fragmentos de um exemplar do livro sagrado do judaísmo, a Torá, queimado na fatídica noite. A Associação Casa de Cultura Beit Yaacov está à frente do projeto, e não esqueceu de mencionar alguns não judeus que tiveram papel importante durante o Holocausto: os chamados “justos entre as nações”. “Dois exemplos são Aracy Guimarães Rosa, que trabalhava na embaixada do Brasil na Alemanha, e o diplomata Luiz Dantas, na França. Ambos deram vistos para judeus fugirem para o Brasil, sem marcar os passaportes”, destaca Denise.
“Noite dos Cristais”

FONTE:

“Estado observador”.

O Conselho de Segurança da ONU confirmou que o pedido palestino de adesão plena à entidade não obteve, sequer, os nove votos necessários entre os 15 integrantes do órgão. Caberá agora aos palestinos a decisão de levar o pedido a uma votação formal, mesmo sabendo que não obterão nem mesmo uma vitória moral, ou de aceitar a proposta europeia de buscar o reconhecimento como “Estado observador”.

FONTE:

domingo, 13 de novembro de 2011

Judaismo é ação!

O Judaísmo é uma religião de 613 mandamentos, não uma série de "nisto deves acreditar" e "nisto não deves acreditar", mas de 613 leis divididas entre "isto deves fazer" e "isto não deves fazer". Exige o cumprimento das 613 mitsvot, preceitos da Torá.
Se alguém vier e lhe perguntar: "Você é religioso?" hoje em dia encontraremos muitos judeus que responderão: "Posso não me manter casher, posso não guardar o Shabat, talvez não cumpra nenhuma das leis da Torá, mas sou judeu no coração." Qual o significado desta declaração? É que judeus hoje, vivendo num mundo com outras influências dominantes - onde religião é definida por outros padrões que não os atos - estão se identificando como judeus "devotos". Muito mais do que simples fé ou credo, quando um judeu fala sobre D'us, deve estar mais preocupado com atos.
Você é um judeu, em termos judaicos, significa: "Você cumpre a Torá e as mitsvot? Observa a Aliança feita há muito tempo no Sinai - na qual, conforme dizem nossos sábios, cada alma judaica de todas as gerações estava presente e persuadiram D'us a nos tornar o Seu povo através da declaração 'Naassê ve Nishmá', 'faremos e [só então] entenderemos?'" Para o judeu, a revelação não foi um meio para que o homem visse a aparência de D'us. Ao contrário, foi a maneira que D'us usou para fazer os judeus saberem o que era importante para Ele através da revelação de Seu propósito, ao invés de Sua pessoa.
Ser um "judeu no coração" não é suficiente. A ênfase está nas ações, não em pensamentos; no corpo, não apenas na mente. Ter fé é fundamental, um judeu deve crer, sem dúvida. Entretanto, o propósito da crença em uma Divindade é assegurar que as mitsvot sejam cumpridas. A crença em D'us não é a mensagem, mas o meio. O objetivo não é D'us, mas uma vida de santidade, para a qual crença é simplesmente um pré-requisito. Em que deve um judeu acreditar? Deve tratar primeiro das ações, porque estabelecemos que para os judeus esta é a prioridade número 1.

Fonte:

Ata Kadosh - Adi Aran

sábado, 12 de novembro de 2011

"Deter a corrida do Irã para a arma nuclear"



O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu novamente à comunidade internacional para "deter a corrida do Irã para a arma nuclear", após a publicação do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que expressou "sérias inquietações" pelo programa nuclear do Irã, com base em informações "críveis" que destacam que o país tenta desenvolver armas atômicas. "O relatório corrobora a posição da comunidade internacional e de Israel, segundo a qual o Irã está desenvolvendo armas nucleares", destacou o premier.

Fonte:

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Relatório da AIEA diz que o Irã trabalhou para obter a bomba nuclear

Relatório da AIEA diz que governo iraniano investe na produção de armas

Agência internacional diz que o programa nuclear iraniano incluiu atividades militares e que elas ainda podem estar ocorrendo. Governo do Irã nega e diz que AIEA se arrisca em jogo político perigoso.


A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pela primeira vez afirmou de forma clara que o programa nuclear iraniano inclui atividades militares. Divulgado nesta terça-feira (08/11), o mais recente estudo da agência afirma que ela obteve informações "críveis" comprovando que o Irã trabalhou no desenvolvimento de uma bomba atômica e pode ainda estar conduzindo pesquisas secretas.
Nesta quarta-feira, o governo iraniano repetiu o argumento usado desde que a comunidade internacional passou a desconfiar que armas nucleares estariam sendo produzidas no país. "Como um Estado responsável, a República Islâmica do Irã nunca irá comprometer seus direitos legítimos e vai continuar a cumprir com seus compromissos segundo o acordo de não-proliferação nuclear", afirmou o embaixador iraniano na AIEA, Ali Asghar Soltanieh.
Segundo o documento divulgado pela agência, o país asiático conduziu uma série de atividades que são executadas para a produção da arma atômica, como testes com explosivos potentes e desenvolvimento do gatilho da bomba.
O material confidencial produzido pelo órgão e assinado pelo diretor Yukiya Amano diz ainda que algumas pesquisas feitas em solo iraniano teriam aplicações civil e militar, mas "outras são especificamente voltadas para armas nucleares".
Segundo o relatório, as informações coletadas indicam que, até o final de 2003, essas atividades ocorreram dentro de um programa estruturado, e que algumas delas ainda podem estar sendo conduzidas.
A divulgação do relatório espalhou rapidamente temor no mundo ocidental. Enquanto os Estados Unidos sugerem que novas sanções sejam aplicadas contra Teerã, em Israel chegou-se a falar num possível ataque militar contra as bases iranianas. O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, afirmou posteriormente, no entanto, que seu país ainda não havia decidido iniciar uma ação militar. 
Reações diversas

Ainda nesta terça-feira, Soltanieh classificou o relatório de "desequilibrado" e disse que ele teria motivações políticas. Soltanieh disse que o diretor da agência "está jogando um jogo muito perigoso."
O embaixador iraniano ressaltou que o "Irã vai continuar com suas atividades nucleares pacíficas. E que, assim como acusações feitas no passado se mostraram infundadas, essa também não irá trazer qualquer resultado".
A líder oposicionista israelense Zipi Livni cobrou uma postura mais dura da comunidade internacional após a divulgação do relatório. "Agora que a verdade apareceu diante dos olhos do mundo, Israel precisa mobilizar o mundo livre para parar o Irã."
O governo israelense, por sua vez, afirmou que não haveria uma "reação automática" e que as autoridades precisam primeiramente estudar o documento.
O discurso da Rússia foi mais cauteloso. "Temos sérias dúvidas em torno da justificativa dada para revelar o conteúdo do relatório para um público maior, precisamente porque agora começam a aparecer chances certas para renovação do diálogo entre mediadores internacionais e Teerã", justificou o Ministério russo do Exterior, criticando a divulgação do material pela AIEA.
O governo chinês disse que está analisando o relatório e exortou o governo a ser flexível e a colaborar com a agência. Já a agência de notícias oficial da China, Xinhua, disse num comentário que, no caso do programa nuclear iraniano, "é extremamente perigoso confiar em suspeitas, e as consequências destrutivas de qualquer ação armada irão persistir por um longo período."
Posição brasileira
As informações do relatório foram recebidas com cautela no Brasil. "Esperamos a divulgação e as explicações oficiais da AIEA sobre o relatório, e o que ele contém. Por enquanto é cedo para previsões", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar Nunes à Agência Brasil.
O porta-voz reforçou que o governo brasileiro é a favor da diplomacia. “Nossa posição é sempre pela busca da negociação e do diálogo, além da defesa do desenvolvimento de um programa nuclear para fins pacíficos."
Em 2010, negociações conduzidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levaram o Brasil e a Turquia a uma tentativa de intermediação do conflito que envolve o Irã. Um acordo que envolvia a troca de urânio enriquecido chegou a ser fechado, mas o pacto foi rejeitado pela comunidade internacional.
O histórico iraniano de esconder atividade nuclear sensível da AIEA, assim como as restrições de acesso de inspetores da agência às instalações nacionais e a recusa do governo em suspender o enriquecimento de urânio já renderam ao país quatro rodadas de sanções das Nações Unidas e punições impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
NP/rts/dpa/afp/abr
Revisão: Alexandre Schossler

FONTE:DW-World.de: Deutsche Welle